Gerente de Projetos: Desenvolvendo habilidades e entendendo a gestão do tempo para melhor execução

Gerente de Projetos: Desenvolvendo habilidades e entendendo a gestão do tempo para melhor execução

Gerente de Projetos: Desenvolvendo habilidades e entendendo a gestão do tempo para melhor execução

Se você é gerente de projetos ou deseja se tornar um já deve ter consciência de quais habilidades deve ter e do quanto saber gerenciar o tempo é importante no desempenho de tarefas afim de melhores resultados. Neste post explicamos de maneira mais simples como se tornar mais eficiente, desenvolver habilidades básicas e desempenhar sua função de maneira menos complicada.

Mas o que faz um gerente de projetos?

O gerente de projetos é o profissional que vai planejar, executar e fazer todo o acompanhamento de um projeto e, isso exige competências específicas como ser comunicativo, gostar de desafios, ter comprometimento, responsabilidade e saber motivar a si mesmo e a sua equipe. Além de tudo isso, é claro que a qualidade do projeto será cobrada diretamente dele!

Habilidades vitais para um gerente de projetos

1. Ser organizado

Organização é fundamental! Não é possível gerenciar tarefas, datas de entrega, escalar um time de execução, se reunir com cliente, ter ciência de documentos e outras várias tarefas se não  for organizado e dinâmico.

Se esse não é o seu forte, começar a organizar coisas simples do dia a dia como suas roupas e a mesa de trabalho, por exemplo é uma boa ideia. Organização é hábito!

2. Ser líder

Sem liderança os projetos não são entregues. Simples assim! Se quer se tornar um gerente eficiente é preciso ser um líder e apoio para a equipe em todas as etapas do projeto. Um líder não deixa para depois o que pode fazer agora e incentiva outros a fazerem o mesmo.

3. Ser comunicativo

Todo o processo para que um projeto seja entregue da maneira como o cliente solicitou exige comunicação evitando problemas como perder tempo com funcionalidades não exigidas ou deixar para trás detalhes que podem fazer a diferença. O bom gerente entende e se faz entender.

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4. Ser negociador

Você vai ter que aprender a negociar com o seu chefe, com o seu cliente e com a sua equipe. Lidar com interesses e transformar o que o cliente está pedindo em algo coerente, por exemplo, exige jogo de cintura e competência que deve ser desenvolvida desde muito cedo.

5. Prever crises

Mapear os riscos de um projeto e tentar prever uma possível crise na equipe ou com o cliente evita problemas desnecessários. Desenvolva um olhar clínico sobre cada etapa do projeto!

6. Não fique em cima do muro

A tomada de decisão é primordial! Ter atitude diante dos riscos e propôr soluções baseadas em fatos aumenta a confiança do time e do cliente com relação ao seu trabalho.

7. Resiliência

O profissional que é valorizado e se diferencia hoje no mercado é o que resiste diante das dificuldades, o que levanta depois do tombo e tenta de novo se aquilo for o que realmente acredita.

A importância da gestão do tempo

Mais do que uma habilidade a ser desenvolvida, a gestão de tempo é o que determina o controle sobre todas as fases do projeto. Quantidade de pessoas envolvidas, datas de entrega e custos são alguns pontos determinados pelo tempo.

Veja como elaborar um cronograma que garanta a conclusão dos projetos no tempo estabelecido e que prevê ao máximo os problemas no meio do caminho.

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 Gerenciamento do cronograma

O cronograma torna o planejamento do projeto visual. Nele estão todas as atividades a serem feitas com  datas de entrega, facilitando a identificação de períodos  de maior esforço da equipe para cumprir prazos e auxiliando o gerente e a equipe a avaliarem seu desempenho, além de melhor estimativa de tempo por atividade, alocação de recursos e aumento contínuo de eficiência.

De forma básica, o cronograma deve conter:

  • Definição de atividades: definição de pacotes de trabalho, detalhamento de ações, sprints.
  • Sequência de ações: ações conectadas com antecessores e sucessores resultando em uma ordem lógica para maior agilidade.
  • Estimativa de recursos por etapa: físico, humano, tecnológico, financeiro…
  • Avaliação da duração das etapas: base para determinar a entrega final em 3 possibilidades.

São elas:

  1. Estimativa analógica: baseadas em projetos parecidos já realizados pela equipe;
  2. Estimativa paramétrica: usa algoritmos para estimativa precisa de tempo para cada atividade a ser realizada.
  3. Estimativa de 3 pontos: análise quantitativa do cenário otimista (tO), do pessimista (tP) e do provável(tM). Fórmula tE = (tO + 4tM + tP) / 6.

Para terminar é preciso determinar indicadores de desempenho e focar no cronograma garantindo que a equipe não se perca no meio do caminho e que as entregas sejam satisfatórias para o cliente. O uso de ferramentas de gestão podem ser muito úteis para otimizar sua relação com o tempo.

Sobre as classificações tipográficas

Sobre as classificações tipográficas

Sobre as classificações tipográficas

Primeiramente vamos falar sobre alguns conceitos. Afinal, o que é a tipografia?

A palavra tipografia tem origem do grego, sendo: typos = forma e graphein = escrita. Podemos dizer que ela é tanto a arte como o processo de criação na composição de um texto e, por sua vez, este pode ser físico ou digital. O seu objetivo é dar estrutura e forma à comunicação escrita.

Classificação das fontes

As fontes podem ser classificadas em 3 grupos principais, os quais se referem ao enquadramento tradicional: com serifa, sem serifa e cursiva. Cada um desses grupos possui suas características, vamos falar sobre cada um deles.

Com serifa

As serifas são semi-estruturas (aqueles tracinhos) que ficam sempre nas extremidades de uma fonte. As fontes com serifa possuem esses pequenos prolongamentos em suas extremidades. Um exemplo que todos conhecem é a clássica Times News Roman. Dentro desse grupo há sub-grupos, os quais se referem ao enquadramento histórico. Vamos discorrer um pouco sobre eles.

  • Humanista

Se originaram nos séculos XV e XVI, os tipos humanistas se assemelhavam à caligrafia clássica. São bem conectadas à caligrafia e ao movimento da mão e da pena no papel, o que justifica o seu nome e o seu eixo oblíquo.

  • Transicional

Possuem serifas menos “desleixadas” que os tipos humanistas, além de um eixo mais vertical. Surgiram durante a fase de transição entre as tipografias humanistas e modernas.

  • Moderna

Os tipos modernos ganharam destaque apenas durante o século XVIII. São caracterizados pela substituição da pena humanista pela pena metálica, que garantia maior precisão ao escritor, o que também possibilitava novas técnicas no desenho dos tipos. Ficou muito evidente na tipografia moderna o contraste entre traços grossos e finos em uma mesma letra, além de serifas mais retas e finas.

  • Egípcias

Foram feitas principalmente para utilização em cartazese e se expandiram ao longo do século XIX. São fontes bem mais pesadas assim como suas serifas que possuem na maioria das vezes a mesma largura de suas hastes. Esta categoria nasceu juntamente com os primeiros cartazes publicitários, neste período fontes decorativas foram criadas para chamar a atenção do público por volta do século XIX.

Sem serifa

As fontes Sans-Serif, do francês “sem serifa”, são aquelas que não possuem esses prolongamentos e pequenos traços nas extremidades das letras. Um exemplo que todos conhecem é a Arial. As sans-serif são divididas nos seguintes sub-grupos:

  • Humanistas

Mesmo que não possuam mais serifas, são tipografias baseadas em características humanistas como o fato da terminação das letras nem sempre terem linhas com ângulos de 90º, costumam ter o eixo vertical. Suas curvas são leves, e em alguns casos o remate da letra “a” lembra o final de um texto escrito em pena.

  • Transicionais

Esses tipos possuem um estilo reto e uniforme, parecido com os das letras transicionais serifadas. É muito usado no mundo todo, pois é básico e serve para muitas situações como um título, ou escrever um texto mantendo uma alta legibilidade.

  • Geométricas

São fontes originadas de formas geométricas como o círculo, quadrado e triângulo. Este tipo de fonte geralmente são “afiadas”. A e M possuem os topos de suas letras em forma de triângulos e os O e Q são formados a partir de círculos exatos. Um exemplo é a fonte Futura criada na época da 1ª Guerra Mundial. Ela tem uma percepção fria, quase sem expressão, são cantos de ângulos perfeitos, interiores com círculos perfeitos e pontas com triângulos bem afiados.

Cursivas

As fontes cursivas geralmente são usadas nos convites de casamento, elas se aproximam da escrita humana e passam maior sensação de humanização. São mais trabalhadas e com mais ornamentos, seu uso geralmente está associado à sofisticação, algum convite ou certificado. Pelo seu grande detalhamento ela não é aconselhada para textos longos.

Fontes:

Baseado no curso Fundamentals of Design, Level 1: Tipography. Code School.

E nos artigos: http://chiefofdesign.com.br/guia-tipografia-parte-01/ e http://chiefofdesign.com.br/guia-tipografia-parte-02/

 

Este texto foi originalmente publicado em: https://medium.com/@julliasaad/tipografia-91f5957b50f7#.as7e3ng75

JavaScript: O nascimento

JavaScript: O nascimento

JavaScript: O nascimento

Atualmente, é impossível imaginar a Internet sem a existência do JavaScript. Hoje praticamente todas as páginas executam código JavaScript.

Mas afinal como ele surgiu ?

Origem

O JavaScript surgiu na década de 90 por Brendan Eich que prestava serviços a Netscape.

Essa década foi um periodo de grandes mudanças, pois os browsers ainda eram estáticos. O navegador mais famoso na época era o Mosaic da NCSA.

NCSA Mosaic

 

E assim nasce a Netscape em 1994 com o intuito de explorar esse novo universo, a Web. Pouco tempo depois, é criado o Netscape Navigator e BUMMM! domina o mercado. Muitos devs da NCSA acabaram indo para esse novo e promissor projeto.

      Netscape Navigator

 

Logo, a Netscape chega à conclusão que a web deveria ser mais dinâmica, pois o Navigator sempre precisava fazer uma requisição ao servidor para obter qualquer resposta no navegador. E é aí que Brendan Eich entra nessa história, quando a Netscape o contrata para criar uma linguagem que realizasse esse novo desejo de uma web dinâmica.

A proposta inicial era a implementação da linguagem Scheme, baseada em LISP, puramente funcional, no Navigator. Porém a Netscape tinha projetos anteriores em conjunto com a Sun Microsystems para colocar sua mais recente e promissora linguagem de programação, o Java, no Navigator. Houve várias discussões internas sobre em qual linguagem Eich deveria se basear. Então Brendan cria o primeiro protótipo de JavaScript nomeado como Mocha, que vinha com uma sintaxe parecida com o Java, com valores primitivos e objetos. O Mocha logo de cara também sobreu uma influência funcional do Scheme e pouco tempo depois de outras linguagens como Self(protótipos), Perl(expressões regulares) e Python(strings, arrays).

A linguagem é renomeada para LiveScript por questões relacionadas a patentes. E em novembro de 1995, sai uma nova versão do Navigator com o LiveScript(aquela versão feita em dez dias, exato!). E em Dezembro do mesmo ano é renomeada para JavaScript. O nome JavaScript já era patenteado pela Sun Microsystems(Oracle), mas a Sun liberou o uso do nome afim de se unir a Netscape e destruir a temida Microsoft MUAHAHA.

ECMA

Logo após a criação do LiveScript, a Microsoft “CRIOU”, uma linguagem idêntica para o Internet Explorer 3 o JScript. Para conter essa nova “CRIAÇÃO” da Microsoft, a Netscape decide normatizar a linguagem com a companhia ECMA International, especializada em padrões e normativas. Assim começam os trabalhos na normativa ECMA-262.

A Netscape tinha um certo medo do rumo que o mercado estava tomando então toma uma atitude para obter total controle: cria uma nova patente e com a composição de ECMA + JavaScript nasce o ECMAScript. Porém, até hoje a linguagem é conhecida por JavaScript. O ECMAScript é utilizado para referenciar as versões da linguagem.

A ECMA-262 é mantida por um comitê composto por especialistas de grandes empresas como Microsoft, Mozilla e Google. E obviamente entre o comitê está Brendan Eich.

Histórico das versões

ECMAScript 1: A versão de dez dias.

ECMAScript 2: Mudanças editoriais para alinhar a ECMA-262 com o padrão ISO/IEC 16262.

ECMAScript 3: do-while, expressões regulares, métodos para objeto string etc.

ECMAScript 4: Foi criada uma nova versão para JavaScript porém foi rejeitada pois a quantidade de novas funcionalidades tornaria da migração entra as versões incompatível.

ECMAScript 5: getters e setters, ‘use sctrict’, métodos para arrays, suporte a JSON etc.

ECMAScript 6(2015): Sintaxe mais enxuta, arrow function, binary data, arrays tipados, coleções (maps, sets), promises, reflection etc.

ECMAScript 7(2016): adiciona algumas features como operadores exponenciais, Array.prototype.includes etc.

Alguns browsers ainda não dão suporte total às versões 6 e 7. Porém existem ferramentas que possibilitam traspilar as novas versões para a versão 5 através de libs como, por exemplo, Babel.

Referências

UX e UI Design — a confusão dos termos

UX e UI Design — a confusão dos termos

UX e UI Design — a confusão dos termos

Muito se ouve falar sobre UX e UI nos últimos anos, no entanto, é importante ressaltar a diferença entre esses termos, pois eles comumente são confundidos e usados em contextos incorretos.

Para começar, vamos olhar o gráfico abaixo que foi desenhado por Dan Saffer. Nele podemos ver que a User Experience Design engloba diversas outras disciplinas, inclusive a nossa UI, User Interaction Design.

Diagrama UX

Já vimos que UI é uma displina de UX, agora vamos ver o que cada termo significa focando no desenvolvimento de produtos digitais.

E afinal, o que é UX?

User Experience Design trata do lado psicológico da interação do usuário com a nossa interface. O que ele sentiu? Como ele reagiu? Qual foi a experiência que ele teve ao utilizar da interface? Então temos que a UX se preocupa com as emoções do usuário.

E UI?

É o que chamamos de simplesmente “interface”, os botões, formulários que o usuário irá preencher, o conteúdo que minha aplicação oferece. Ou seja, como o usuário irá controlar meu produto.

Vale ressaltar que UX e UI são relacionadas à design e, portanto, elas são aplicáveis no design de qualquer produto, não se limitando a design de aplicações. No livro “Design of Everyday Things”, Don Norman usa muitos exemplos de portas e outros itens bem cotidianos para nós para explicar UX.

O diagrama abaixo ilustra muito bem o que faz parte de cada um dos lados:

Diferença UX e UI

Então não confunda! UX e UI não são sinônimos.

1ª Edição do Rails Girls em Sorocaba 

1ª Edição do Rails Girls em Sorocaba 

1ª Edição do Rails Girls em Sorocaba 

Rails Girls é um evento de dois dias sem fins lucrativos que acontece no mundo inteiro e é destinado à mulheres de todas as idades que tem como objetivo oferecer uma grande primeira experiência em desenvolvimento de software.

A Tegra foi uma das apoiadoras do evento. Nós também apoiamos e contribuimos para outros movimentos como estes na comunidade, pois sabemos o quão importantes são essas ações para comunidade de TI aqui de Sorocaba.

O evento aqui em Sorocaba foi um sucesso! 5 palestras incríveis, 1 hora de lightning talks e um super workshop de Ruby e Ruby on Rails, foram 2 dias de evento, 4 organizadoras, 26 mulheres dispostas a aprender sobre tecnologia e 6 mentoras dispostas a tirar todas as dúvidas e tornar a primeira experiência de desenvolvimento de software das participantes incrível.