Você é superprotetor com seus filhos?

Você é superprotetor com seus filhos?

Você é pai ou mãe e teve uma infância dura, com algumas privações e bastante rigidez em sua criação e quer dar para seu filho uma criação diferente, proporcionando o melhor que esteja ao seu alcance? Cuidado!

A superproteção tem gerado homens e mulheres com estrutura emocional muito fraca, cheia de melindres e que ao menor sinal de frustração, reage de várias formas, menos a forma que gera ao progresso. Em geral, manifestando crises de ansiedade, quadros depressivos e até mesmo suicídios.

Sinais de super proteção:

  • Falta de limites e de não saber dizer “Não” ao filho
  • Permitir que o filho coma excessivamente, em especial, guloseimas
  • Uso excessivo de celular, vídeo game e outros dispositivos eletrônicos
  • Os pais fazerem as atividades que deveriam ser da própria criança como vestir-se, alimentar-se cuidar de suas próprias coisas, inibindo sua autonomia e independência
  • Não haver horário para acordar, comer, dormir, fazer as tarefas da casa, estudar, etc.
  • Ceder ao choro e manha da criança
  • Contar mentiras “bem intencionadas” para poupar a criança, exemplo: “seu pai foi viajar” ao invés de dizer “seu pai foi fazer uma cirurgia”
  • Presentear em exagero

Consequências da super proteção na criança

A superproteção pode gerar, como consequência, os seguintes as aspectos na criança:

  • Dependência
  • Consumismo
  • Materialismo
  • Ansiedade
  • Medo
  • Agressividade
  • Retraimento

Além dos aspectos emocionais, impacta nas seguintes habilidades:

  • Capacidade de organização
  • Responsabilidade
  • Comprometimento
  • Respeito
  • Capacidade de aprender a aprender

Qual é a causa da super proteção?

Nenhum pai ou mãe em são consciência quer o mal de seu filho, mas muitas vezes nem percebe que são super protetores.

Para conseguir gerenciar melhor o super protecionismo é necessário identificar sua causa. Exemplos de possíveis causas de pais super protetores:

  • Sentimento de culpa ou buscando compensar algo
  • Perfeccionista: “joga” sobre o filho sua necessidade de perfeição em tudo que faz
  • Filho único: para compensar a falta de amigos ou outro irmão
  • Ausência pelo excesso de trabalho
  • Problemas orgânicos como deficiências físicas e/ou mentais
  • Separação conjugal
  • Pais que tiveram uma criação muito severa
  • Rejeição durante a gravidez
  • Só um dos pais fazer tudo em relação a criação do filho
  • Culpa por ter cometido um grande erro como uma traição, ter sido preso, etc.

Elementos da educação

Se você puxar em sua memória, não foram as facilidades que moldaram seu caráter e comportamento, pelo contrário, em geral, justamente as fases mais difíceis da vida é quando nos tornamos fortes.

Para apoiar a jornada de mudança de comportamento, deixando de ser pais super protetores, pelo próprio bem dos filhos, alguns elementos precisam ser aceitos dentro da mente:

  • frustração é mecanismo de moldagem de caráter
  • disciplina é “abridor de portas” para se alcançar o que se busca
  • Qualquer um pode ser um bom empresário/funcionário/concursado/etc, mas somente eu posso ser pai ou mãe de meu filho
  • Errar é inevitável e, inclusive, necessário. Portanto, não há problema em errar, o problema é não tentar

Rigidez e/ou Perfeição não é sinônimo de boa educação

É comum, em especial em gerações anteriores, associar a boa educação a austeridade e rigidez.

Usar da rigidez na educação tem como causa a ideia de que educação é um processo linear e organizado.

Não é.

O excesso da rigidez reprime na criança seus maiores atributos humanos, tais como:

  • curiosidade
  • exploração
  • espontaneidade
  • alegria

Muitas vezes usamos da rigidez disfarçada. Exemplos de rigidez:

  • criança não pode sujar-se para brincar ou comer
  • criança não pode desarrumar o local onde está brincando
  • não pode brincar com outras crianças para não aprender coisas erradas
  • quando repreendida, a criança não pode chorar, também conhecido como “engole o choro”
  • só pode se manifestar com a autorização dos pais
  • sempre que “erra” é acusada e depreciada com gritos e xingamentos
  • a criança gosta de aprender sobre pintura mas é obrigada a fazer línguas para atender a vontade dos pais
  • suas notas devem ser sempre altas pois é sua única obrigação

Consequências do excesso de rigidez na criação da criança

A criança educada com rigidez pode manifestar consequências permanentes no adulto que virá a ser:

  • Ela sente-se incapaz, tolhida e em imaginar que um possível erro será motivo para punição, nem tenta fazer ou aprender coisas novas.
  • Tende a ter medo de qualquer figura de autoridade como professor, policial, chefe sem ser capaz de dialogar
  • Pode ser retraído, medrosa e até agressiva

Então, qual é o caminho para educar meu filho?

Os pais que querem um filho “perfeito” precisam rever a régua que usam para medi-lo.

Tentar, errar, oscilar, ter inseguranças e dúvidas é o processo natural do desenvolvimento de qualquer ser humano.

Em oposição a rigidez e ao perfeccionismo, o caminho é o equilíbrio entre acolhimento e limites.

Quando há acolhimento e orientação firme e segura, chega-se a harmonia de aprendizado mútuo entre pais e filhos.

Diria Roberto Tranjan “só se reconhece o que conhece”. Desta forma, que você pai e mãe, que ama seu filho, possa conhecer a diferença entre super proteção e educação.

Para fechar, eu que nunca escrevi um único poema, arrisco aqui o meu primeiro:

Viver é amadurecer

Amadurecer é evoluir

Evoluir é adquirir bom conteúdo

Adquirir bom conteúdo é aprender

Aprender é viver

eis o ciclo virtuoso

Willian Polis

Referências

  • Livro Alerta aos Pais — Márcia Adriana Clarassoti Simionato / Francislene Magda da Silva
  • Curso Neuroscience for parents: How to raise amazing kids — Gregory Caremans — Brain Academy
Você sente que suas reuniões de trabalho não são proveitosas?

Você sente que suas reuniões de trabalho não são proveitosas?

Reuniões, reuniões e mais reuniões.

Há dias que você entra no trabalho bem cedo, participa de muitas reuniões e fica com o sentimento que elas não foram produtivas e algumas delas até desnecessárias, não é?

É praxe reservarmos 1 hora como o tempo mínimo para qualquer tipo de reunião.

Mesmo alguns assuntos que poderiam ser resolvidos com uma conversa rápida torna-se um evento, reunindo várias pessoas, algumas delas que nem estão relacionadas ao assunto, gastando um tempo desnecessário e o pior: sem nenhuma ação concreta do que será feito.

Há algum tempo tenho utilizado um método que cunhei de “Crivo1234”.

Crivo1234

O Crivo1234 trata de 4 simples perguntas a serem respondidas a si mesmo para que uma reunião/encontro/call/conferencia/etc. passe no crivo de ser necessária ou não. Vamos a elas:

  • O que originou este encontro?
  • Qual o resultado esperado ao final deste encontro?
  • Como o resultado deste encontro irá apoiar e impactar positivamente a estratégia da empresa e a vida do cliente ou colaborador de nossa empresa?
  • Quem é responsável em orquestrar o plano de ação até o próximo passo?

O que originou este encontro?

Muitas vezes você recebe um convite, ou, é chamada para participar de uma reunião, de última hora, e se vê em uma armadilha, não é mesmo?

Muitas vezes é preciso coragem, mas é fundamental que você pergunte ao organizador ou a quem o convidou a seguinte pergunta: “O que originou este encontro?”.

Pode parecer até mesmo um atrevimento questionar este tipo de coisa, pois a sua empresa pode ser aquela do tipo “obedece quem tem juízo”, no entanto, se você tiver um mínimo de informação anterior sobre a motivação do evento, sua participação pode ser muito mais significativa, uma vez que há significado para você, e até mesmo, ter argumentos para conduzir ao término de uma reunião que seja desnecessária.

Qual o resultado esperado ao final deste encontro?

Outra pergunta atrevida, no entanto, pertinente é esta: “Qual o resultado esperado ao final deste encontro?”.

Há um ditado que diz “Quando não sabe onde se quer chegar, qualquer caminho serve”. Lewis Carroll, autor do clássico “Alice no país das maravilhas”, já havia percebido isso desde 1865 quando escreveu esta obra, e até hoje ainda caímos na mesma armadilha.

Portanto, se houver um mínimo de direcionamento sobre o resultado esperado desta reunião, já é possível ter um segundo crivo da necessidade, ou não, deste encontro.

Como o resultado deste encontro irá apoiar e impactar positivamente a estratégia da empresa e a vida do cliente ou colaborador de nossa empresa?

Há ainda aquelas reuniões que são necessárias pois tem uma origem autentica e há declarado o resultado esperado ao final do encontro. Mas se este resultado não estiver alinhado com a estratégia da empresa, ou ainda pior, não vai tornar a vida de ninguém melhor: nem a do cliente, nem a do colaborador?

Nestes casos, em geral, trata-se de um ajuste de rota, ou seja, direcionar o resultado da reunião a contribuir com o resultado maior: o sucesso do cliente ou do colaborador.

Nada que uma boa pergunta não ajuste 🙂

Quem é responsável em orquestrar o plano de ação até o próximo passo?

Outro ditado: “Cachorro sem dono morre de fome”, ou a similar “Cachorro com dois donos morre de fome” é verdadeiro.

É necessário que seja eleito o maestro, ou seja, aquele que vai dar o ritmo do plano de ação que resultar deste encontro.

O famoso trio “Ações, Responsável, Data Limite” tem maior chance de acontecer se houver um maestro para acompanhar de perto e apoiar aqueles que tiverem alguma dificuldade no caminho.

E se uma reunião não passar em um dos crivos, o que faço?

É uma questão de cultura da empresa que trabalhar.

Se seus colaboradores conhecer esta ferramenta, Crivo1234, provavelmente as reuniões que surgirem já terão sido validadas sobre tais crivos, portanto, serão reuniões necessárias e com grande probabilidade de serem produtivas, gerando um sentimento de alegria e satisfação de contribuir de fato com o negócio da empresa e sua própria carreira.

Se for uma empresa de cultura autoritária e centralizadora, o “manda quem pode, obedece quem tem juízo” ainda é válido. Neste caso, participe da reunião com uma postura de apoiar e de conduzir os participantes a responderem as perguntas do Crivo1234 de maneira suave, com leveza, sem imposição mas com proposição, fazendo boas perguntas e deixando que as respostas venha dos demais.

Acredite: sempre é possível mudar comportamentos desde que a mudança aconteça primeiramente em nós mesmos.

Nosso exemplo pode inspirar e, com a intenção correta, passarmos a influenciar aqueles que ainda não conseguem enxergar a priorizar o que realmente importa.

SMCM — Síndrome da Mentalidade de Criança Mimada

SMCM — Síndrome da Mentalidade de Criança Mimada

Visão Geral

A síndrome da mentalidade de criança mimada (SMCM) é o termo que sintetiza o modelo mental de uma pessoa adulta que parte do princípio que o mundo está em dívida com ela.

Também conhecido como a síndrome do “Meu umbigo”, ou ainda “Eu primeiro”, acredita que suas vontades devem ser atendidas em detrimento do bem estar de todos que com os quais convive.

Quando algo não acontece da maneira que ela acredita ser a certa para si, ela grita, xinga, é agressiva, esperneia e precisa colocar a culpa em outro alguém que não seja ela mesma.

Mesmo tendo a capacidade de dialogar e construir soluções coletivas, opta por desconstruir e tramar conflitos existentes somente em sua mente, jogando uma pessoa contra a outra.

Por conta disso afasta as pessoas, especialmente as mais próximas e age como uma pessoa egoísta, vaidosa, orgulhosa, e sintetizando isso em uma palavra, mimada.

Com pessoas que demonstram algum tipo de superioridade material, financeira, física, de poder ou beleza, a pessoa que sofre da SMCM, curiosamente age de forma a querer agradar, demonstrar ser uma pessoa simpática, parceira, legal e estável, pois ela precisa impressionar, conquistar e até comprar amigos que se tornem seus súditos e admiradores.

Esta atuação da pessoa com SMCM tem a duração apenas do seu interesse ser atingido, usando as estratégias de manipulação, e logo em seguida, passando a julgar, denegrir e ofender aquele que um momento anterior, era alvo de seus agrados.

Diagnóstico

A pessoa que sofre de SMCM busca se colocar como vítima em situações em que com baixo esforço conseguiria resolver com um simples diálogo.

Buscar um culpado externo, nunca ela mesma, para tudo o que acontece consigo é outra característica muito forte e marcante.

Foge a todo custo de responsabilidades. Mesmo sendo capaz, opta por não sair da sua zona de conforto e não se compromete consigo mesma. E quando decide fazer alguma coisa, busca os atalhos.

Tem muita habilidade na arte da mentira e manipulação, das pequenas às grandes, e encontra justificativa para tudo o que deixa de fazer e que deveria ser feito.

Quando se sente encurralado e reconhece que foi pego, diz que irá mudar e de fato realiza grandes mudanças, mas que em geral, duram pouco tempo, voltando novamente a sua zona de atuação.

Só se sentem bem se estiverem se dando bem financeiramente, de preferencia com alguma tipo de poder ou influência com o mínimo esforço.

Se alguém mostra que esta vantagem momentânea deve ser motivo de preocupação para sua consciência moral, pensando em causa e efeito, ela tem a incrível habilidade de criar histórias magnânimas para si mesma e justificar o errado como certo.

Nos momentos de desespero busca resgatar sua espiritualidade, porém, tão logo passe a tempestade, esquece todos os compromissos assumidos.

Acreditam que o fato de terem feitos atos benevolentes no passado, já o exime de toda e qualquer necessidade de continuar fazendo coisas para o seu futuro.

Neste momento atual de grande uso da informática, redes sociais e celular, gastam uma quantidade enorme de tempo reclamando, julgando, criticando e condenando, e se sentem bem quando encontram alguém do outro lado da linha dispostos a manter o mesmo tipo de conversação.

Desdobramentos

Enquanto estão nesta zona de acomodação ou conforto, avessas a qualquer tipo de mudanças significativas para não correr novos riscos, desperdiçam oportunidades de aprendizado e trabalho. E quando as forças do destino trazem alguma desilusão, ficam desatentas, desalinhadas e desesperançadas, tendendo para o lado escuro e doloroso da depressão, das adicções e do suicídio.

Em geral, essas situações são muito desgastantes para a família, gerando muita dor, brigas e frustrações, que acabam afastando cônjuges, destruindo lares, dispersando familiares e amigos e terminando com situações de dor, sofrimento, perdas e solidão.

Tratamento

O verdadeiro tratamento começa quando a pessoa afetada pela SMCM cansa de sofrer, cansa de perder, cansa da solidão, cansa de ter horas vazias sem ter nada produtivo para fazer.

A mudança tem que vir de dentro, através do desenvolvimento de um forte propósito de vida, centrado no serviço ao próximo, na dedicação às grandes causas da humanidade, e de preferência, com dependência química de qualquer tipo de medicação.

Muita paz.

Vencendo a inércia de si próprio

Vencendo a inércia de si próprio

Para vencer a inércia é necessário um movimento com maior energia em outro sentido.

Exemplos para simplificar:

  • Um carro que está parado precisa de energia para começar a andar; energia originada pelo movimento de um motor
  • O mesmo carro, quando em movimento e precisa parar, também precisa de energia; energia esta originada pelo freio, por exemplo

Energia

Para levantar da cama cedo é preciso vencer o sono e a preguiça, o que requer energia. E de onde vem esta energia?

Quando pensamos pelo aspecto fisiológico, a energia é oriunda dos bons hábitos de alimentação e atividade física.

Quando pensamos pelo aspecto psicológico, qual é a origem de minha energia?

Dos pensamentos.

E a qualidade dos pensamentos tem origem onde?

Da qualidade de conteúdo que consumimos.

Se o conteúdo que consumimos nos traz insegurança, medo, escassez, perdas, etc., provavelmente eu venha a entrar em um estado de inércia, paralisando-me e fugindo de minha própria felicidade.

O grande desafio

Considerando a quantidade de informações que temos, por todos os canais que temos contato (redes sociais, internet, tv, radio, conversas com amigos e familiares, etc.) , fica difícil não ser tomado por conteúdos que nos trazem medo, insegurança e até mesmo desesperança.

Para tirar esta desesperança é necessário uma energia de outra qualidade, o que nos requer atenção:

  • atenção para valorizar as pequenas construções e progressos do dia, como o fato de estarmos vivos e respirando, não os tropeços.
  • atenção para compreender que apesar das dificuldades, a convivência familiar é um excelente mecanismo para nosso aprendizado
  • atenção para compreender que somos apenas um grão de areia neste vasto planeta e que muitas vezes as dores e tristezas são “remédios de sabor amargo” para curar doenças que nem reconhecemos que temos como a vaidade, o egoísmo e o melindre

Motorista ou passageiro?

A maneira como você decide conduzir sua própria vida é que vai definir se irá conduzi-la com alegria ou com pesar.

Se você encara sua vida como um passageiro, terceiriza a responsabilidade sobre os eventos ruins que acontecem e busca um culpado.

Se encara a sua vida como seu motorista, entendo que muitos caminhos terão buracos e pedregulhos, mas consigo passar por eles e sou o único que posso controlar a velocidade.

Qual é a qualidade da sua energia?

Quando estamos desanimados, sem esperança ou ansiosos fica muito difícil conseguirmos sair deste estado.

A pergunta que é possível ser feita para si próprio é: qual é a qualidade desta minha energia? Para responder a essa pergunta, o olhar atento faz toda a diferença.

É do tipo que prioriza a si ou ao outro?

A qualidade da energia que prioriza a si, também conhecido “eu primeiro”, “antes os meus” ou “primeiro para mim”, alimenta a vaidade, o egoísmo, o orgulho, e que devido aos noticiários, a economia, a saúde mantém-se amargo, negativo, descontando suas frustrações com mal humor e desgaste nas relações, em especial, com a família e os mais próximos, acorda tarde, não pratica atividade física, alimenta-se mal, não aprende nada novo, e prioriza garantir sua sobrevivência e priorizando unicamente a si, em geral é negativa

Já a qualidade da energia que prioriza o outro, levando esperança, solidariedade e cuidado, e que, apesar dos noticiários, da economia, da saúde mantenha o bom ânimo e usa da criatividade, da espiritualidade e da ação para acordar cedo, fazer atividade física, meditar, trabalhar com alegria e manter o bom humor, é positiva.

E para vencer a inércia de si próprio?

Uma coisa é certa: colhemos o que plantamos e ao seu tempo; inclusive quando não plantamos nada, também colhemos 🙂

A boa notícia é que sempre é tempo de escolher as boas sementes. Aquela que busca acalentar, aprender, cuidar e servir.

E aí? Qual e a qualidade da sua energia para vencer a inércia de si próprio?

Metodologia Agile: o que é, como funciona e como implementá-la?

Metodologia Agile: o que é, como funciona e como implementá-la?

Você sabe o que é a metodologia Agile? Antes de entendê-la, é preciso destacar que o mercado está passando por transformações rápidas. Essas mudanças exigem flexibilidade e agilidade operacional das empresas.

Quem não consegue manter um fluxo de trabalho flexível terá grandes dificuldades para bater as próprias metas nos próximos anos. Por isso, investir em alternativas como as metodologias ágeis deve sempre ser visto como algo estratégico.

Afinal, elas garantem que os times terão um padrão de trabalho mais flexível e serão capazes de lidar com mudanças sem grandes problemas. Quer saber mais sobre o tema e como a metodologia Agile pode ajudar você? Então, continue a leitura deste post!

O que é a metodologia Agile?

A metodologia Agile surgiu em 2001 após a divulgação do Manifesto para o Desenvolvimento Ágil de Software. Esse manifesto foi assinado por 17 desenvolvedores e tem um conjunto de fundamentos voltados para tornar a criação de sistemas mais rápida sem comprometer a qualidade do produto final. Graças ao sucesso que teve, ela tem sido adaptada para outros cenários, o que a tornou comum em ambientes para além dos projetos de TI.

Quais são os valores da metodologia Agile?

O manifesto que fundou a metodologia Agile trouxe um conjunto de princípios para orientar a mudança do ambiente corporativo e, com isso, garantir que os profissionais entreguem resultados em prazos menores. Seguir cada um deles é um passo chave para ter o sucesso ao implementar uma cultura ágil nas empresas. Os quatro mais importantes são os seguintes:

  • priorizar as interações e as pessoas acima de processos rígidos e ferramentas de uso obrigatório;
  • garantir que o software seja entregue e não ter tanto foco na criação de uma documentação abrangente;
  • ter uma rotina de trabalho pautada pela colaboração contínua com o consumidor e/ou o cliente e fazer da negociação de contratos algo secundário;
  • ter times preparados para lidar com transformações e mudanças sempre e não ter um planejamento abrangente como o principal fator que orienta as suas atividades.

Quando esses princípios são seguidos, o fluxo de trabalho se modifica profundamente, e a empresa é capaz de alcançar melhores resultados. Um fluxo de feedback contínuo dos clientes permite que o produto final de cada projeto seja continuamente ajustado. Consequentemente, há mais satisfação e maior alinhamento de expectativas.

As mudanças também passam pela rotina de trabalho das equipes, que se tornam mais integradas e flexíveis. Ou seja, os profissionais terão um fluxo operacional pautado pela flexibilidade e por orientações que podem ser modificadas sempre, o que exige mais preparo e ferramentas robustas.

Por que adotar a metodologia Agile é uma boa ideia?

Investir na metodologia Agile pode mudar completamente o modo como a empresa lida com as demandas do mercado e de seus clientes. Os impactos passarão por todo o ambiente de trabalho, o que exige atenção para reduzir riscos e garantir engajamento das equipes. Se tudo for benfeito, será possível incorporar benefícios e melhorias como:

  • a priorização da satisfação do cliente em todos os processos internos;
  • mais flexibilidade para lidar com mudanças em projetos ou nas rotinas diárias;
  • entregas de resultados mais frequentes;
  • mais habilidade para entender as demandas de clientes e como elas podem ser atendidas;
  • criação de um ambiente de trabalho com alta colaboração e inovação;
  • comunicações diretas e em mais canais;
  • mais produtividade em todas as etapas da cadeia de trabalho;
  • menos dificuldades para executar rotinas diárias.

O que fazer para ser uma empresa ágil?

Existem diferentes tipos de metodologias que podem ser utilizadas pela sua empresa caso ela esteja buscando mais agilidade. As mais comuns são a Scrum, a Lean e a Kanban. Juntas, elas conseguem mudar diferentes etapas dos processos internos e, com isso, garantir que os benefícios de uma estrutura mais flexível sejam disseminados.

Veja, a seguir, como cada uma se diferencia!

Scrum

A Scrum pode ser vista como uma forma de constituir a gestão da empresa a partir de uma estrutura de competências menos rígida. Ela valoriza interações incrementais e a validação contínua dos clientes. No ambiente Scrum, os projetos são moldados da seguinte forma:

  • há o dono do produto, que lida com os interesses dos clientes;
  • o Scrum Master, que lida com o planejamento das ações e a busca pelos objetivos do projeto;
  • o daily scrum, que é uma reunião diária para alinhar expectativas e aplicar feedbacks;
  • o sprint review, feito para validar os resultados de cada etapa (sprint) do projeto;
  • o sprint retrospective, que é o momento de se planejar o sprint seguinte.

Kanban

Originária do Japão, a Kanban foi feita para racionalizar o uso de suprimentos e evitar atrasos. Ela divide as tarefas em uma organização visual, por colunas, focada no modo como o fluxo de trabalho é organizado. Geralmente, utiliza-se a seguinte distribuição:

  • tarefas a serem feitas;
  • tarefas em execução;
  • tarefas concluídas.

Conforme o perfil da atividade, as colunas são adaptadas para se alinharem mais com o perfil das etapas. Em um projeto de desenvolvimento de sistemas, por exemplo, elas podem incluir categorias para as funcionalidades que estão sendo desenvolvidas, testadas, implementadas e entregues aos usuários. Assim, os times terão alto controle sobre o que foi feito e o que deve ser entregue.

Lean

Essa metodologia também surgiu no Japão. Os projetos Lean são conhecidos pela sua estrutura enxuta e precisa. Há também uma entrega contínua de resultados, agregando mais valor ao projeto.

No ambiente Lean, as rotinas são guiadas pelos seguintes princípios:

  • redução de desperdícios;
  • aprendizagem contínua;
  • decisões rápidas;
  • capacitação da equipe;
  • entrega de resultados constantes;
  • maior integração entre times;
  • planejamento abrangente e com foco nos resultados macro;
  • feedback contínuo.

Muitas empresas estão passando pela transformação digital. A integração de soluções de TI no dia a dia de negócios permitiu o aumento de inovação e de colaboração entre equipes. Além disso, facilitou a criação de um ambiente corporativo mais robusto e preparado para lidar com as tendências do mercado.

Nesse contexto, o investimento nas metodologias ágeis deve ser visto como algo fundamental para preparar o negócio para essa nova realidade. Não adianta a empresa ter uma infraestrutura de TI moderna. Também é necessário ter profissionais bem orientados para executar as suas atividades diárias seguindo um padrão alinhado com as soluções existentes.

Por isso, não deixe de capacitar os seus profissionais para que eles possam trabalhar de acordo com estratégias como a metodologia Agile. Isso garantirá que o negócio tenha uma orientação focada em resultados e em uma cultura mais ágil, flexível e integrada. Assim, os times poderão manter as suas rotinas dentro de um elevado padrão de qualidade.

O que achou do conteúdo? Se gostou, acompanhe a nossa página do Facebook para ficar por dentro de outras novidades publicadas neste espaço!