Equipes ágeis: o que são, qual a importância e quais são os métodos ágeis?

Equipes ágeis: o que são, qual a importância e quais são os métodos ágeis?

Você já pensou em adotar uma estrutura operacional baseada em equipes ágeis? No contexto pelo qual tem passado o mercado nacional, uma das principais mudanças é a maior exigência do consumidor brasileiro por negócios flexíveis e alinhados com as suas expectativas.

Para garantir que a companhia seja capaz de atender a tais demandas, os times devem construir um ambiente de trabalho mais ágil e colaborativo. Somente assim é possível reduzir falhas e maximizar os níveis de inovação em médio e longo prazos.

Nesse cenário, incorporar metodologias ágeis ao dia a dia da empresa pode ser visto como uma ótima forma de evitar gargalos e aumentar as habilidades das equipes internas. Quer saber mais sobre o tema e como utilizar tais métodos a seu favor? Então, continue a leitura!

O que é uma equipe ágil?

O termo equipe ágil é utilizado para designar um pequeno grupo de pessoas que trabalha lado a lado em projetos ou rotinas internas orientados por metodologias ágeis. Ele pode ser formado por pessoas de múltiplos saberes a partir das demandas existentes. O importante, nesse caso, é que cada profissional trabalhe orientado pelo método que melhor se adapte às necessidades da empresa.

Quais os ganhos do investimento em equipes ágeis?

Escolher a formação de equipes ágeis pode trazer vários benefícios para a empresa. Em conjunto, eles tornam projetos e rotinas diárias mais robustos e eficazes. Além disso, facilitam a busca por inovação e um maior nível de qualidade operacional.

Veja, a seguir, alguns ganhos que esse investimento traz para a sua empresa!

Maior escalabilidade

Os times ágeis podem se adaptar a mudanças no fluxo de trabalho com mais facilidade. As equipes, em outras palavras, podem ser ampliadas ou reduzidas conforme a demanda. Isso permite ao empreendimento maximizar a escalabilidade da sua cadeia de trabalho sem grandes riscos.

Menor tempo de entrega

Times ágeis conseguem entregar resultados com uma maior agilidade. Afinal, a sua equipe atuará em um processo de entrega contínua, sempre direcionado para priorizar o que tem maior valor agregado. Além disso, os fluxos são moldados para que possam aproveitar melhor os recursos que estão disponíveis.

Planejamento mais eficiente

O planejamento é uma ponta-chave do processo de trabalho. As equipes ágeis conseguem priorizar o que é mais importante para a empresa sempre. Assim, podem mitigar as chances de algo prioritário não ter a atenção necessária.

Que metodologias ágeis utilizar?

A escolha das metodologias ágeis deve considerar vários fatores, como as demandas internas do negócio e o tipo de projeto que ele pretende executar. Por isso, o gestor deve estar atento e sempre fazer uma análise completa das suas demandas antes de escolher uma metodologia. Além disso, é necessário avaliar quais são as mais tradicionais.

Entre as melhores metodologias para ajudar a suas equipes ágeis, podemos apontar:

  • a Kanban, que organiza as tarefas pendentes, em execução e a executar com uma metodologia visual e de fácil conferência;
  • o DevOps, que permite integrar times de operação e desenvolvimento de aplicativos para reduzir problemas;
  • o Scrum, que cria um fluxo de entrega contínuo para a empresa.

Escolhendo a metodologia mais alinhada com as suas demandas, a empresa poderá rapidamente adotar práticas mais eficientes no seu dia a dia. As equipes ágeis estarão em um novo padrão de qualidade, o que facilita a entrega de resultados pautados por alta inovação e alinhamento com as necessidades do mercado. Por isso, não deixe de adotar essa abordagem para o seu negócio.

Este conteúdo foi útil? Agora queremos saber: como você garante a eficiência dos seus times? Conta pra gente!

Machine learning: como utilizá-la com foco em inteligência de negócio?

Machine learning: como utilizá-la com foco em inteligência de negócio?

Você sabe do que se trata o termo machine learning? Em uma análise inicial, esse conceito pode parecer um pouco distante para muitas empresas. No entanto, trata-se de uma funcionalidade não tão complicada!

Está interessado em saber mais sobre o tema? Neste post, explicaremos detalhadamente o que é o machine learning, qual é a diferença entre machine learning e inteligência artificial e informaremos quais são as principais vantagens dessa estratégia. Continue a leitura!

O que é o machine learning?

A tradução desse termo já nos fornece dicas em relação ao seu significado. Isso porque, traduzindo para o português, “machine learning” significa aprendizado de máquina. Dessa forma, essa técnica faz referência à ideia de máquinas que apresentam a capacidade de aprenderem sozinhas por meio da análise de uma grande quantidade de dados.

Esse procedimento é feito por meio de algoritmos e do Big Data. Com um grande volume de dados, fica mais fácil identificar padrões de dados, criar conexões entre as informações e, assim, aprender a executar uma determinada atividade sem a ajuda humana e de forma inteligente.

É importante destacar também que os algoritmos utilizam as análises estatísticas com a intenção de prever respostas mais precisas e, com isso, podem entregar melhores resultados e com menos probabilidades de erros. Muito bom isso, não é mesmo?

Além disso, o machine learning pode ser dividido em duas categorias: supervisionada e não supervisionada. No primeiro tipo, o ser humano precisa interagir para controlar a entrada e saída de dados. Além disso, ele interfere no treinamento da máquina ao fazer comentários em relação à precisão das previsões. A máquina ainda consegue aplicar o que foi aprendido no algoritmo, utilizando esse conhecimento nas próximas análises.

Na categoria não supervisionada, por sua vez, os algoritmos fazem o uso do deep learning (aprendizagem profunda, traduzindo para o português) com o intuito de processar tarefas complexas sem a necessidade do treinamento humano.

Qual é a diferença entre machine learning e inteligência artificial?

Muita gente confunde os significados de machine learning e inteligência artificial, afinal de contas, esses conceitos se relacionam e são parecidos. No entanto, eles apresentam algumas diferenças entre si.

A inteligência artificial (IA) refere-se à capacidade de uma máquina imitar algumas características do ser humano. Pode ser, por exemplo, a tradução de idiomas, tomada de decisões, reconhecimento de fala etc.

O machine learning, por sua vez, é uma divisão ou um subconjunto da inteligência artificial. Dessa forma, podemos dizer que toda a aprendizagem da máquina conta com IA, no entanto, nem toda IA apresenta aprendizado automático.

O machine learning refere-se à capacidade de os computadores aprenderem sem serem programados de forma explícita. Essa ferramenta, portanto, apresenta a capacidade de aprender ou modificar-se quando exposta a um grande volume de dados. Com isso, podemos afirmar que o aprendizado de máquina é dinâmico e não há a necessidade de intervenção humana para realizar algumas mudanças. Isso torna o sistema menos dependente de especialistas humanos.

Quais são as principais vantagens do machine learning?

Inicialmente, as ferramentas do machine learning podem parecer um pouco onerosas. No entanto, elas apresentam algumas vantagens. Entre elas estão a capacidade de fazer o processamento de um grande volume de informações, a otimização das conversões, o aprendizado com comportamentos passados e o conhecimento do cliente. Falaremos sobre essas vantagens a seguir. Confira!

Processa grande quantidade de dados

O aprendizado de máquina tem a capacidade de fazer o processamento de um grande volume de informações e de fontes diversas. Com isso, torna-se possível revisar os dados e ter acesso a eles de forma constante.

Caso esse modelo seja bem treinado, o machine learning pode ajudar a sua empresa a identificar informações relevantes (comportamento do cliente, panorama do mercado da sua área de atuação etc.), transmitir as informações certas e ainda tem a capacidade de automatizar os processos internos da sua organização, o que contribui para otimizar a produtividade do seu negócio.

Vale destacar ainda que essa ferramenta pode consumir dados e identificar padrões ou informações relevantes em tempo real.

Aprende com comportamentos passados

Outro aspecto positivo em relação a essa tecnologia é que essa ferramenta tem a capacidade de aprender com resultados passados, com o objetivo de aperfeiçoar, de forma contínua, as previsões com base em dados novos.

Descobre as especificidades de cada cliente

Sem dúvida, o conhecimento das características dos clientes é vital para os negócios, pois ajudam as empresas a direcionarem a comunicação, as campanhas de marketing e vendas de forma a atender os interesses dos consumidores.

As ferramentas de machine learning ajudam as empresas a segmentarem os clientes. Dessa forma, torna-se mais fácil identificar vários segmentos do público-alvo e descobrir padrões comportamentais de forma mais precisa. Todos esses dados poderão ajudá-lo a segmentar os clientes de maneira adequada e, assim, será possível que a sua empresa guie cada indivíduo na sua jornada de compra.

Além disso, é importante destacar que o aprendizado de máquina é capaz de calcular o valor de vida útil do cliente com precisão, o que permite que as empresas possam fazer interações precisas com os consumidores.

Agora, você deve estar se perguntando: o que significa o valor da vida útil do cliente? Essa métrica é calculada baseada no histórico demográfico, de compras, de interações nas campanhas de marketing e ações que cada cliente toma.

Auxilia na conversão

Um consequência positiva do tópico anterior é que o aprendizado de máquina atua sobre os resultados obtidos, sendo possível trabalhar o marketing de maneira mais dinâmica e alinhado aos interesses dos consumidores. Com isso, aumentam-se as chances de retenção e conversão de clientes específicos, ou seja, as empresas que adotam essa prática tendem a aumentar o número de vendas.

O machine learning é uma tecnologia muito útil para as empresas, pois essa ferramenta é precisa na análise de dados, identifica padrões e consegue aplicá-los da melhor forma. Considerando os benefícios abordados sobre essa tecnologia, vale muito a pena contar com essa ferramenta no seu negócio.

Este post sobre machine learning foi útil para você? Entre já em contato com a gente! Estamos dispostos a ajudá-lo a esclarecer as suas dúvidas em relação ao tema.

Ferramentas de Pentest

Ferramentas de Pentest

Para a realização de um bom teste de vulnerabilidade é necessário uma  bom conjunto adequado de ferramentas para auxiliar o processo de auditoria. Muitas dessas ferramentas visam agilizar e facilitar a vida dos responsáveis desse processo, deixando os processos automatizados e mais eficientes.

Entre essas diversas ferramentas existe o Kali linux, que é uma distribuição linux de código aberto baseado no Debian que visa auxiliar na auditoria de segurança de sistemas, abrangendo desde Desktops a WEB, o projeto é mantido e financiado pela Offensive Security.

O kali linux possui grande relevância no mercado de segurança da informação, pois ele já vem equipado com uma grande quantidade de ferramentas para auditorias em computadores e seus sistemas. O Kali possui uma instalação bem simplificada, onde pode se baixar uma imagem de máquina virtual e rodar sem menores problemas, também conta com ISO’s de instalação.

Entre essa gama de ferramentas pré instaladas podemos citar o NMAP, John The Ripper, SetoolKit e Aircrack-Ng.

NMAP é um utilitário Open Source utilizado para exploração de redes locais ou remotas. Suas principais funcionalidades são:

  • Identificação de computadores de uma rede,
  • Detecção de portas abertas
  • Identificação de serviços de rede em computadores remotos
  • Detecção de sistema operacional.

Sendo muito utilizado em fases iniciais de uma auditoria, pois possui um grande poder de mapeamento de redes, assim possibilitando em fases iniciais descobrir potenciais vulnerabilidades e a partir deste ponto começa a buscar mais detalhada por falhas em servidores e em redes.

Setoolkit (The Social-Engineer Toolkit) é um framework open source voltado para Engenharia Social. A ferramenta possui vários ataques personalizados que permitem fazer ataques de forma rápida e confiável.

Um desses ataques mais notáveis é o Web Attack Vectors, que consiste em clonar um determinado site assim passando para a vítima a sensação de segurança, já que para ela a página é conhecida e confiável, depois que a pessoa navegar pelo site e efetuar o login no site clonado, as informações são imediatamente mandadas para o autor do ataque.

Aircarck-Ng é uma ferramenta voltada para fazer ataques em redes locais sem fio, sua principais funções são:

  • Quebra de chaves WEP e WPA
  • Descriptografia de arquivos capturados
  • Injeção de pacotes no Linux

Assim que conectado a rede é possível fazer capturas de pacotes trafegados na rede, assim sendo possível pegar informações cruciais sobre os usuários presentes na rede.

John the Ripper é um software utilizado para quebra de senhas, ele é capaz de fazer força bruta em senhas cifradas em DES, MD4 e MD5 entre outras.

Ele possui um extenso dicionais de palavra que contribui na tarefa de quebra de senhas, além de poder gerar ataques com base na lógica do sistema alto, caso seja possível ter acesso ao código da função. Também é possível fazer ataque de colisão de hashes específicos.

Utilizando o Kali linux e a gama de ferramentas existentes nele é possível fazer o teste de vulnerabilidade  desde das fases iniciais, onde se utiliza de investigação, levantamento de dados até os ataques mais sofisticados como Engenharia Social, Sql Injection entre outros. Assim podendo recolher as métricas para a criação do documento de auditoria do sistema.

Um bom conjunto de ferramentas durante a auditoria de um sistema pode ser o diferencial em um teste de vulnerabilidade razoável e um de alta qualidade, já que possibilita varrer uma quantidade maior de falhas e vulnerabilidades existente no sistema.

Segurança na Web 2019

Segurança na Web 2019

Criar aplicações 100% seguras é um grande desafio para as organizações, embora algumas precauções sejam tomadas no que diz respeito ao desenvolvimento e deployment seguro, precisamos nos preocupar também com falhas e brechas que podem ser abertas por uso inadequado da parte dos usuários. É notório que muitas pessoas não costumam tomar as devidas precauções ao utilizar a internet, conteúdos muitas vezes duvidosos como links que oferecem recompensa por cliques por exemplo é algo muito compartilhado em redes sociais e aplicativos de comunicação. Em entrevista concedida à BBC sobre os 30 anos da World Wide Web (https://www.bbc.com/portuguese/geral-47536362) Tim Berners-Lee, o criador da mesma, mostra sua preocupação com o futuro da rede devido à desinformação dos usuários.

É nosso papel blindar as aplicações que desenvolvemos contra todo tipo de vulnerabilidade, sejam elas técnicas ou humanas. O volume 24 do ISTR (Internet Security Threat Report) relatório produzido pela Symantec em Fevereiro de 2019 revela os principais tipos de ataques feitos por cibercriminosos em 2018:

Formjacking

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O uso de código JavaScript para roubo de dados sensíveis como detalhes de cartão de crédito está entre os principais tipos de ataque. A cada mês cerca de 4800 websites são comprometidos com código malicioso. Os ataques frequentemente ocorreram em e-commerces varejistas de pequeno e médio porte, que vendem bens dos mais variados tipos.

Criptojacking

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Criptojacking – o uso dos dispositivos de vítimas para a execução de código minerador de criptomoeda sem seu consentimento – teve uma pequena diminuição em comparação ao ano anterior, quando ocorreram cerca de 69 milhões de eventos desse tipo. A quantidade de ataques tem certa relação com a valorização de criptomoedas como o Monero, porém não na mesma proporção mostrando que para os cibercriminosos, ataques desse tipo ainda é algo rentável.

Email com conteúdo malicioso

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Outro ponto preocupante sobre os ataques, é a quantidade de emails utilizados para ataque, em média 48% dos e-mails recebidos por funcionários de pequenas e médias empresas contém arquivos Office com conteúdo malicioso.

Os anexos geralmente contém scripts que fazem download de malwares que infectam os computadores das vítimas abrindo portas para o comprometimento da rede corporativa.

Cloud

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O ponto fraco das aplicações em nuvem em 2018, segundo o ISTR, foi a má configuração dos recursos como banco de dados e armazenamento, o que levou à brechas de segurança que resultaram em mais de 70 milhões de registros roubados ou vazados. Vulnerabilidades também foram exploradas em serviços como Kubernetes e APIs públicas expostas sem os devidos cuidados com segurança. Existem diversas ferramentas para busca de falhas de segurança em aplicações sendo utilizadas pelos cibercriminosos.

Como manter nossas aplicações seguras?

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Podemos proteger nossas aplicações de ataques seguindo boas práticas de segurança em todas as etapas do ciclo de vida destas, do desenvolvimento ao deploy e hospedagem. A OWASP (Open Web Application Security Project) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à segurança na web. Entre os diversos materiais oferecidos pela organização, está o OWASP Top 10, um relatório que lista as 10 vulnerabilidades mais críticas em aplicações web. A última versão do relatório foi publicada em 2017, e mostra além das vulnerabilidades, formas de evitar que as aplicações sejam comprometidas, iremos falar sobre algumas delas a seguir.

Injeção

Falhas de injeção como SQL, noSQL, OS ou LDAP, caracterizam-se pelo envio de dados não confiáveis à um interpretador como parte de um comando ou consulta. O atacante pode extrair dados sensíveis ou executar comandos sem autorização. A seguir temos um exemplo de query vulnerável à esse tipo de ataque:

String query = “SELECT * FROM contas WHERE id_cliente = ” + request.getParameter(“id”) + “;”;

No exemplo, um comando SQL mal intencionado pode ser injetado na query através do parâmetro sem tratamento no servidor.

Como evitar?

  • Evite o uso de concatenação de parâmetros, prefira APIs seguras como Mapeamento Objeto Relacional (ORM) ou declarações com tratativa de tipo.
  • Utilize validação server-side das entradas fornecidas.
  • Em comandos SQL utilize LIMIT ou outros controles para mitigar o risco de retorno massivo de registros.

Autenticação Quebrada

Quando uma aplicação possui autenticação vulnerável, permitindo aos atacantes acessarem dados das contas, podendo comprometer todo o sistema, caso os acessos contenham privilégios administrativos. Um exemplo comum de ataque, é o acesso ao sistema utilizando uma lista de possíveis senhas e força bruta para realizar a autenticação.

Como evitar?

  • Utilize autenticação multi-fator para impedir ataques como força bruta, por exemplo.
  • Não fazer o deploy das aplicações contendo credenciais padrão, principalmente às de administrador do sistema.
  • Utilize validação de senhas, não permitindo senhas fracas e comumente usadas.
  • Implemente políticas de rotatividade de senhas, com expiração automática.
  • Garanta o registro, recuperação de credenciais e acesso controlado à APIs.
  • Limite a quantidade de tentativas falhas de login.
  • Prefira controle de sessão server-side, evite o uso de cookies.

Exposição de Dados Sensíveis

Quando não existe proteção correta dos dados sensíveis como número de cartão de crédito, CPF, RG entre outros. Dessa forma, esses dados podem ser roubados e utilizados para roubo de identidade, fraude e outros crimes. Falta de criptografia para tráfego desse tipo de informação é uma falha comum que leva à esse tipo de vulnerabilidade.

Como evitar?

  • Identifique quais são os dados sensíveis de sua aplicação.
  • Não armazene dados sensíveis desnecessariamente, descartando-as assim que possível.
  • Use criptografia ao trafegar os dados, protocolos criptografados como HTTPS garantem uma transmissão segura de ponta a ponta.
  • Não utilize cache para dados sensíveis.
  • Não armazene senhas como texto puro, utilize funções hash para armazenamento e verificação.

XXE (Entidades XML Externas)

Processadores XML antigos processam referências à entidades XML externas dentro do próprio documento, permitindo o uso dessas entidades para descoberta de arquivos internos, execução remota de código, scanning de porta e ataques DDoS.

Como evitar?

  • Se possível, utilize formatos de dado menos complexos como JSON.
  • Utilize as versões mais atualizadas de processadores XML.
  • Implemente validação server-side das entradas de arquivo XML utilizando filtro “whitelist”.

Controle de Acesso Quebrado

Quando restrições sobre o que um usuário autenticado pode fazer não são aplicadas corretamente, permitimos que atacantes acessem funcionalidades ou dados não autorizados. Um usuário mal intencionado pode por exemplo tentar forçar o acesso à URLs administrativas: https://aplicacao.com.br/perfil https://aplicacao.com.br/admin

Como evitar?

  • Permita acesso livre apenas aos recursos públicos da aplicação, quanto ao restante restrinja aos perfis específicos.
  • Salve logs das ações realizadas pelos usuários
  • Desabilite a listagem de arquivos no servidor

Configurações Incorretas de Segurança

Uma das vulnerabilidades mais vistas, é a configuração incorreta de servidores, banco de dados etc. no que diz respeito à segurança. Muitos utilizam as configurações padrão, deixam seus serviços de armazenamento abertos, permitem mensagens de erro não tratadas, exibindo informações críticas de segurança aos usuários. Como evitar?

  • Remova ou bloqueie features desnecessárias à sua aplicação de servidores.
  • Desabilite quaisquer portas padrão que estejam expostas no seu servidor e não são utilizadas. Ex. ssh.
  • Não exiba mensagens de erro com a stacktrace ou com detalhes sobre a segurança de sua aplicação.
  • Remova quaisquer aplicações de exemplo que podem vir junto com alguns servidores. Ex.: página de boas vindas do Apache.

Uso de componentes com vulnerabilidades conhecidas

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O uso de componentes, bibliotecas ou frameworks com os mesmos privilégios da aplicação pode abrir brechas para atacantes explorarem suas falhas e obterem acesso privilegiado à recursos importantes.

Como evitar?

  • Remova dependências desnecessárias de seus projetos
  • Sempre utilize componentes de fontes oficiais e repositórios com links seguros e populares.
  • Desconfie de componentes que não são mantidos com frequência ou não recebem patches de segurança.
  • Realize scan de segurança de seus componentes utilizando ferramentas de check de dependências.

Essas são algumas das vulnerabilidades comuns listadas no ranking da OWASP, e as técnicas propostas para evitá-las. Como dito no começo deste artigo, nem todos os usuários da web tem conhecimento sobre as formas de evitar ataques e as precauções que precisam ser tomadas para o uso responsável da internet, mas nós como desenvolvedores, administradores e engenheiros devemos assegurar que mesmo mediante falhas humanas, nossos sistemas continuem confiáveis e seguros.

Entenda por que você deveria fazer um PenTest na sua aplicação?

Entenda por que você deveria fazer um PenTest na sua aplicação?

Com aplicações web cada vez mais granulares e com vários tipos de integrações, como garantir que essas aplicações não possuam vulnerabilidades de segurança, não exponham dados privados de usuários, dados financeiros, dados sensíveis ou possam ser manipuladas por um hacker externo ao sistema?

Para prevenir esses problemas existe o PenTest ou Penetration Test, que na tradução é conhecido como Teste de Intrusão. Esse teste tenta simular ataques ao sistema para detectar e explorar possíveis vulnerabilidades de segurança que poderiam ser usadas para acesso a dados privados ou comprometer a confiabilidade do sistema e dos servidores por trás dele.

Para realizar o teste, utiliza-se várias ferramentas automáticas de varredura de vulnerabilidades conhecidas, mas também é possível realizar o teste manualmente. Além das ferramentas é preciso ter um bom conhecimento de redes, segurança da informação e sistemas operacionais. O profissional que realiza esse tipo de teste é conhecido como PenTester ou Ethical Hacker.

Um Ethical Hacker é um especialista em encontrar vulnerabilidades em sistemas, mas ao invés de se aproveitar dessas falhas em vantagem própria, reporta o que encontrou para a empresa responsável. Esse tipo de profissional geralmente trabalha em consultorias voltadas para a segurança da informação e a realização de PenTest.

Existem basicamente 2 tipos de PenTest, cada um é realizado para tentar descobrir falhas e prevenir ataques específicos.

White Box

Nesse tipo de teste o profissional deve ter um conhecimento prévio do sistema, estrutura de rede, firewalls, range de IPs e até um usuário de acesso. Isso é necessário para que nenhuma parte do sistema ou servidor fique de fora do teste, já que o profissional tem informação de tudo que é necessário para o sistema funcionar. O teste white box é o mais completo e que dá mais cobertura para descoberta de vulnerabilidades, porém fica um pouco distante do que seria a ação de um atacante real, já que são usadas informações privilegiadas para a verificação.

Black Box

Esse teste parte que o profissional não tem informações sobre o sistema nem da estrutura da empresa e trata a aplicação como uma “caixa preta”. Sendo mais difícil de ser aplicado, já que é preciso colher algumas informações para tentar explorar vulnerabilidades, mas em compensação, essa simulação fica mais próxima de um ataque real feito externamente por um hacker.

OWASP

A “Open Web Application Security Project” conhecida pela sigla OWASP é uma organização aberta, sem fins lucrativos, que tem como foco principal, projetos de segurança de software e conta com a colaboração de profissionais do mundo todo para detectar falhas e compartilharam conhecimento sobre segurança da informação.

Uma das grandes contribuições da OWASP e talvez a mais conhecida, é a lista das Top 10 vulnerabilidades de segurança para aplicações web. A lista inclui as falhas mais perigosas e comumente encontradas, junto com instruções de como mitigá-las. Essas são as Top 10 vulnerabilidades atuais:

  1. Injeção de Código.
  2. Quebra de Autenticação.
  3. Exposição de Dados Sensíveis.
  4. Entidades Externas de XML.
  5. Quebra de Controle de Acesso.
  6. Configuração Incorreta de Segurança.
  7. Cross-Site Scripting (XSS).
  8. Deserialização Insegura.
  9. Utilização de Componentes com Vulnerabilidades Conhecidas.
  10. Log e Monitoramento Ineficientes.

Conclusão

Ao final da realização de um PenTest, geralmente é gerado um relatório com os passos que foram realizados, evidências coletadas e sugestões de ações a serem tomadas para melhorar a segurança da aplicação. É importante entender os impactos que as vulnerabilidades exploradas podem causar nos dados dos usuários, acesso a rede, roubo de credenciais e etc.

Com esse relatório é possível tomar decisões sobre recursos e funcionalidade da aplicação que precisam ser reparadas, desabilitados ou configuradas para aumentar a segurança e confiabilidade dos dados

O teste realiza um fotografia da aplicação no momento atual, mas com evoluções e atualizações, o teste deve ser refeito para manter sempre um ambiente seguro . Uma solução ainda melhor é se o monitoramento de segurança puder ser feita constantemente para prevenir qualquer tipo de ataque.

Samuel Pisa

Samuel Pisa

Desenvolvedor de Software na Tegra Soluções Digitais