Polis, Author at Tegra - Página 2 de 3
Como faço para aprender algo e ficar muito bom nisto?

Como faço para aprender algo e ficar muito bom nisto?

Aprender

Um dos maiores fatores de motivação da vida é o aprendizado.

Quando uma criança aprende algo novo ela fica encantada e passar a testar o que aprendeu até ficar boa naquilo. Assim acontece com aprender a andar, a falar, etc.

Aprendizado, quando somos crianças

Quando somos crianças o processo de aprendizado é conhecido como Pedagogia, do grego paidós, que significa criança.

Para uma criança, se você mostrar um objeto que ela ainda não conhece e disser um nome diferente do que é conhecido na sociedade, ela irá aceitar e aprender daquela forma. Assim, para exemplificar, se você disser a uma criança que um apagador de lousa chama-se cebola (supondo que ela não conheça nem o objeto e nem a palavra), ela irá associar o apagador a palavra cebola e vice versa.

Com o passar do tempo, em especial na fase adulta, o processo de aprendizagem torna-se mais complexo pois já existe um conjunto de objetos, palavras, experiências e outros fatores que influenciam neste processo.

Aprendizado, quando somos adultos

O processo de aprendizado do adulto é conhecido como Andragogia (do grego ανδρος -andros, homem, entenda-se perssoa adulta).

No exemplo anterior, se alguém apresentar um apagador e chamá-lo de cebola, a um adulto, será muito provável que este adulto identifique que esta informação é errada e passará a não mais dar atenção, ignorando inclusive os conteúdos seguintes, por perder sua credibilidade.

Para que um adulto possa ter sucesso em no processo de aprendizagem, alguns fatores precisam estar presentes:

Necessidade de saber: adultos precisam saber por que precisam aprender algo e qual o ganho que terão no processo.

Autoconceito do aprendiz: adultos são responsáveis por suas decisões e por sua vida, portanto querem ser vistos e tratados pelos outros como capazes de se autodirigir.

Papel das experiências: para o adulto suas experiências são a base de seu aprendizado. As técnicas que aproveitam essa amplitude de diferenças individuais serão mais eficazes.

Prontidão para aprender: o adulto fica disposto a aprender quando a ocasião exige algum tipo de aprendizagem relacionado a situações reais de seu dia-a-dia.

Orientação para aprendizagem: o adulto aprende melhor quando os conceitos apresentados estão contextualizados para alguma aplicação e utilidade.

# Motivação: adultos são mais motivados a aprender por valores intrínsecos: autoestima, qualidade de vida, desenvolvimento.

Métodos de aprendizado

Um termo comumente utilizado no aprendizado adulto é o “esvaziar o copo”, que na prática, significa dizer que é preciso abrir mão de alguns aprendizados anteriores que possam impedir a compreensão de novo aprendizado, para que o novo aprendizado tenha espaço.

Para isto, existe alguns métodos que auxiliam neste processo:

  • Método da autonomia do aprendiz: segundo Dewey (1859–1952), o ensino deve dar-se pela ação e não pela instrução — learning by doing. Aqui um video que ilustra este princípio https://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI
  • Método empírico: realizado através da observação e da experiência
  • Método científico: o método científico parte de uma hipótese e segue a pesquisa como base para a geração do aprendizado

Conceito vs Concreto

Uma boa técnica para uma boa aprendizagem é priorizar o aprendizado do conceito daquilo que está sendo entendido.

O conceito é a base do conhecimento. Quase sempre, o conceito é abstrato. É a definição e/ou descrição daquilo que não se conhece, através de metáforas e exemplos, para que um pensamento possa ser criado para representar o aprendizado proposto.

Podemos dizer que o conceito é a explicação da estrutura do concreto. Explico melhor:

  • Um motorista que já dirige carro, por exemplo, tem como conceito a passagem de marcha, sinalizar quando for entrar em alguma rua, andar de ré; a parte concreta é aplicar este conceito no carro, na moto, no caminhão, etc.
  • Se você já fala um idioma e vai aprender um novo, conceito é saber o que é uma palavra, uma frase, classificar uma sentença e separar entre pronome, verbo, substantivo, adjetivo, artigo, etc. O concreto são os novos vocábulos e alguns sons que mudam.
  • Quando um desenvolvedor precisa aprender uma nova tecnologia, conceito é conhecer de Orientação a Objeto, Banco de Dados Relacional, Estrutura de Dados, enquanto que concreto é o Java, Oracle, Map, etc.

Quero aprender algo novo e ficar muito bom naquilo. O que devo fazer?

A partir do que detalhei até aqui, sugiro as seguintes dicas de como aprender algo novo com maior qualidade:

Declare sua real intenção

Declare sua real intenção sobre o porque você quer aprender aquilo. Se sua resposta for algo como:

  • É sempre bom aprender algo novo
  • Todo mundo aprende isto então eu também deveria aprender
  • Achei interessante (ponto final)

Desista! Você não quer aprender aquilo de verdade. Foi somente um impulso, um momento de vislumbre, então não gaste seu tempo com algo que já nasceu morto.

Porém, se sua resposta for algo como:

  • Por que quero construir coisas muito maiores a partir deste conhecimento
  • Por que com este conhecimento sinto-me realizado
  • Pois acredito que este novo conhecimento fará a diferença no mundo

Você acabou de encontrar um propósito, um significado e que será de importância extrema quando tiver que passar elas fases mais espinhosas do caminho.

Priorize o estudo do conceito e depois a parte prática

Leva um pouco mais de tempo e inclusive não há nenhum resultado imediato sobre o que está se aprendendo, no entanto, o embasamento gerado fará grande diferença no momento de aprimoramento.

Um bom exemplo disto é quando se quer aprender a tocar violão. Se você focar em aprender a tocar uma música logo de cara, muito rapidamente estará tocando uma música, porém para tocar a segunda terá uma dificuldade tão grande quanto tocar a primeira.

Se o estudo for focado primeiramente em conceito, o aprendizado será feito primeiro sobre música, notas musicais, escalas, acordes e ritmo. Até aí nenhuma música será tocada em si, porém a partir daí, qualquer música será de muito fácil execução, inclusive de outros instrumentos.

Seja intenso!

Disciplina, foco e dedicação são fatores que farão a diferença no aprendizado. Aquela história de que aprender um pouquinho por dia é o suficiente é verdade em partes, pois se este pouquinho, for realmente muito pouco, o progresso será muito lento e a desmotivação te acompanhará dia após dia e provavelmente você conseguirá chegar muito longe.

Por outro lado se você dedicar ao menos 2 horas diárias naquilo que está aprendendo por pelo menos 1 mês, você irá superar a barreira e transformar aquele aprendizado em hábito, e a partir de então incorporar em seu dia a dia.

Pense em aprender um novo idioma, tocar um instrumento, aprender uma nova linguagem de programação, um conteúdo denso qualquer, sendo intenso, o resultado será realmente proveitoso.

Estudantes que são aprovados em concursos públicos bastante concorridos chegam a estudar 14 horas por dia, por 3 anos para atingir este resultado. Sentiu a intensidade?

Aprenda a aprender

O objetivo deste conteúdo foi compartilhar meu ponto de vista de como aprender algo e ficar realmente bom naquilo. Não existe caminho fácil e nem receita mágica. Tem a ver com um trabalho de curadoria e saber o que vale a pena dedicar tempo e o que não vale.

Espero que este conteúdo possa ajudá-lo em seus novos aprendizados. Até a próxima.

Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Andragogia
https://www.coursera.org/learn/aprender/lecture/IeefW/introducao-aos-modos-difuso-e-focado
https://oaprendizemsaude.wordpress.com/2010/04/13/o-que-aprender-a-aprender-nossos-fundamentos/
https://educacao.uol.com.br/noticias/2016/04/23/para-seculo-21-o-importante-e-aprender-a-aprender.htm

Autor: Willian Polis

Autor: Willian Polis


Líder educador na Tegra
- Soluções Digitais, apaixonado por compreender pessoas, gerar soluções através da tecnologia, resolver problemas, aprender coisas novas e dedicar-me totalmente em tudo o que faço. E-mail: polis@tegra.com.br

O que toda reunião deveria ter? Pequenas ações, grandes resultados

O que toda reunião deveria ter? Pequenas ações, grandes resultados

O que toda reunião deveria ter? Pequenas ações, grandes resultados

Olá tudo bem?

Eu visito vários clientes de diferentes verticais: varejo, mercado financeiro, farmacêutico e outros tantos.

Tenho notado que o número de reuniões feitas por diretores, gerentes e coordenadores toma grande parte, quando não, toda sua agenda do horário de expediente.

A consequência disto é que o trabalho, de fato, acaba tendo que ser feito depois o expediente, levando trabalho para casa ou trabalhando até mais tarde e aos finais de semana.

Ao trabalhar além do horário comercial muitas coisas importantes são sacrificadas: família, amigos, atividades físicas, eventos religiosos e tantos outros compromissos ficam para o segundo plano.

Com isto, estes executivos passam a demonstrar alguns sinais, que a primeiro momento, não são por eles notados e não são vinculados diretamente ao excesso de trabalho:

  • problemas de saúde: começando por gripes próximas uma da outra, travamento de colunas com aumento de gravidade com o passar do tempo
  • sentimento de impotência: começar o dia com X atividades para serem realizadas, terminar com 2X e não ter feito nenhuma das atividades planejadas, com a sensação que não consegue lutar contra isto
  • ansiedade: começando com compulsão pela comida até mesmo por perda de paciência por pouco motivo

Pequenas ações, grandes resultados

Ouvi esta semana, participando de uma reunião como observador, alguns comentários, muitos deles inconscientes, de seus participantes:

  • por que estou participando desta reunião?
  • imagina o quanto custou esta reunião?
  • muitos ignorando o que estava sendo dito, usando o celular ou computador

E realmente, muitas vezes, reuniões são feitas de forma desnecessária, gastando tempo e não se chega a nenhum objetivo.

Tudo isto acontece pois não se tomou o cuidado de se tomar pequenas ações antes de fazê-las.

Assim, a partir da experiência de que temos vivido na Tegra, percebemos que pequenas ações fazem toda a diferença para reuniões engajadoras e produtivas:

Antes da reunião

  • Verificar se a reunião é realmente necessária
  • Quais pessoas realmente precisam participar dela e por qual motivo
  • Enviar convite para que os participantes possam se planejar
  • Como organizador, pesquisar previamente sobre o tema da reunião, buscando casos de sucesso, boas práticas, conceitos, etc., para que sua colaboração seja importante e alimente ao grupo com mais informações pertinentes

No início da reunião

  • Escrever em local visível (lousa, flipchart, janela de vidro, etc.) o objetivo a ser atingido nesta reunião e manter visível por toda a reunião
  • Realizar um combinado com participantes de quais são as regras que todos aceitam em prol de uma reunião produtiva “Desligar celular”, “Não usar laptop”, “Não haver conversas paralelas”, “Se alguém sair para ir ao banheiro todos aguardam sua volta para continuar”. Este item é de extrema importância pois mais vale uma reunião dedicado de 30 minutos, do que uma de 2 horas em que a atenção seja dispersada
  • Definir o tempo (timebox) da reunião “temos que atingir este objetivo em 60 minutos”

Durante a reunião

  • Evitar o uso de apresentações e outras formas de apresentação onde um fala e vários escutam
  • O organizador (líder apoiador) deve garantir que todos participem ativamente da reunião, fazendo perguntas, pedindo opiniões, exemplo: “E você Karina, o que acha do que o Cláudio falou”, “Pedro, você não parece estar concordando com os demais. Fale um pouco sobre isto”
  • Alertar quanto ao uso do tempo: “Pessoal, já passamos 50% do tempo e não conseguimos evoluir”, “João, suas contribuições são ótimas porém precisamos nos atentar ao tempo e ser mais objetivos em nossos exemplos”

Ao final da reunião

  • Verificar com todos os participantes se o objetivo proposto foi alcançado
  • Listar ações e responsáveis geradas a partir deste encontro
  • Agendar o próximo encontro, se necessário

Experimente estas pequenas ações em seu dia a dia e me conte como foi, ok?

Até a próxima.

Autor: Willian Polis

Autor: Willian Polis


Líder educador na Tegra
- Soluções Digitais, apaixonado por compreender pessoas, gerar soluções através da tecnologia, resolver problemas, aprender coisas novas e dedicar-me totalmente em tudo o que faço. E-mail: polis@tegra.com.br

Propósito como guia para uma empresa tornar-se única

Propósito como guia para uma empresa tornar-se única

Propósito como guia para uma empresa tornar-se única

A seta o alvo como analogia para o propósito

O mundo tem aproximadamente 300 Milhões de empresas. Só no Brasil, são mais de 2 Milhões delas. Na área de tecnologia da informação, o Brasil tem mais de 15 mil empresas, com crescimento anual de 30%. Nesta imensidão, tornar-se uma empresa única é um trabalho bastante complexo.

Mas você pode estar se perguntando, por que ela deve ser única?

Somos únicos

Existem pessoas idênticas entre as mais de 8 Bilhões que existem no mundo? Não. Mesmo os gêmeos idênticos possuem características únicas. Empresas são organismos individuais, formadas por pessoas, o que as tornam únicas.

Podemos fazer a analogia de que as pessoas estão para as empresas assim como as células estão para o corpo.

Mas a grama do vizinho é sempre mais verde

É muito comum ouvir frases assim:

A Apple é a empresa inovadora por que tem um dia livre para o colaborador fazer o que quiser.

No Google as pessoas não tem hora para entrar no trabalho, podem levar seus cães e tem comida a vontade.

No Facebook as pessoas tomam cerveja no expediente, penduram suas bicicletas no teto e podem escolher qualquer tecnologia que vão utilizar em seus novos projetos.

E não há nada de errado nestas frases. O impacto está em ser uma prática comum, empresários quererem copiar estas frases e aplicar no dia a dia de suas empresas sem considerar alguns pontos:

  • Até que ponto a frase sobre a Apple, Google ou Facebook é verdadeira?
  • Minha empresa tem uma cultura que permita a aplicação destas práticas?
  • Quais objetivos serão alcançados com tais práticas?

Ao aplicar as práticas de outras empresas sem considerar a individualidade da sua, em geral, o resultado é uma frustração generalizada por todo o ecossistema da empresa: empresário, colaboradores, fornecedores e clientes.

O que é o propósito?

No livro O velho e o menino de Roberto Tranjan, fundador da Metanóia, o curso da história mostra o caminho para a criação de um propósito e os passos percorridos, considerando o diálogo entre o Velho Taful e o Aladim (apelido dado ao personagem).

Uma definição dada pelo Velho Taful é que o propósito é aquilo que colocamos a frente e que tem origem em nossos desejos e anseios.

Com um propósito definido, que não precisa ser imutável, mas sempre lapidado, a empresa, organismo vivo composto por pessoas, passa a ter uma direção.

No decorrer desta direção, as “regras de conduta” vão sendo criadas e estabelecidas.

O conjunto de propósito + “regras de conduta” (valores) forma uma cultura.

Meu propósito pode ser o dinheiro?

Sim, pode. Porém, em minha visão se o propósito for este, ele acaba sendo insustentável ao longo do tempo e não gera uma empresa única.

O dinheiro é a consequência de uma relação em que todos os envolvidos saem melhores do que quando entraram, e isto acaba sendo cada vez mais difícil de ser alcançado se o objetivo final for o dinheiro exclusivamente.

E a concorrência?

O mercado é amplo e há espaço para todos.

Se mudarmos nossa visão para entender o mercado desta forma, a concorrência deixa de existir e da lugar ao equilíbrio das relações (assunto que quero detalhar no próximo texto).

A diferenciação e posicionamento de uma empresa, que a torna única, é que forma as relações ricas (no sentido que todos envolvidos percebem o crescimento que elas geram).

Qual é o propósito da sua empresa?

O propósito é a fonte de inspiração para construção de uma cultura consistente, onde percepção e realidade são muito próximas, gerando a empresa única.

Autor: Willian Polis

Autor: Willian Polis


Líder educador na Tegra
- Soluções Digitais, apaixonado por compreender pessoas, gerar soluções através da tecnologia, resolver problemas, aprender coisas novas e dedicar-me totalmente em tudo o que faço. E-mail: polis@tegra.com.br

Willian Polis no Lidercast

Willian Polis no Lidercast

Willian Polis no Lidercast

O Lidercast é um podcast sobre liderança e nosso diretor Willian Polis é um dos convidado. Nas palavras do hoster Luciano Pires, Willian Polis é exemplo daqueles empreendedores brasileiros que a partir de um sonho, de uma visão, montam um negócio próprio e fazem acontecer.

Confira: http://podplayer.net/#/?id=38521847

Autor: Willian Polis

Autor: Willian Polis


Líder educador na Tegra
- Soluções Digitais, apaixonado por compreender pessoas, gerar soluções através da tecnologia, resolver problemas, aprender coisas novas e dedicar-me totalmente em tudo o que faço. E-mail: polis@tegra.com.br

O varejo precisa de inteligência!

O varejo precisa de inteligência!

O varejo precisa de inteligência!

O varejo de uma forma ampla é composto de muitas operações de grande complexidade e que tomam todo o tempo de sua gestão e staff. Operações como:

  • Definir o mix correto de produtos
  • Comprar bem: produtos certos nas quantidades certas
  • Precificar adequadamente
  • Otimizar sua cadeia logística, interna e externa
  • Prevenir rupturas
  • Controlar validade de produtos
  • Fidelizar o cliente
  • E muitas outras operações

O grande problema é que diante de tantas operações, margens apertas, grande concorrência e tudo isto em uma velocidade altíssima de mudanças, fica difícil tomar decisões inteligentes.

O que mais ocorre é que as decisões e ações são tomadas baseadas na experiência e no “feeling” dos gestores e coordenadores.

Muitas vezes, problemas que estão escondidos nos números, somente acabam por serem conhecidos pelos gestores de uma empresa quando se é muito tarde, resultando em grandes prejuízos e muitas vezes na falência de uma empresa.

Sim, o varejo precisa muito de inteligência

O dono de um negócio e seus gestores precisam não somente de dados e informações mas, precisam de inteligência!

Existem vários sistemas que dão o total de vendas, o custo operacional, as despesas por centro de custo e até mesmo a produtividade dos colaboradores. Diante destas informações, quais ações tomar?

Além de definir as ações, em qual prioridade executá-las?

É preciso estratégia

Esta semana li o artigo do Steve Blank de título: Strategy Is Not A To Do List. Nele, Steve conta a história de dois ex-alunos que estavam iniciando uma startup, e, para validar suas hipóteses buscaram definir a partir de volume de dados, o público alvo, preço, aderência, etc.

Steve se animou até que eles disseram: “e vamos lançar nosso produto em 3 semanas”. Steve questionou: “mas vocês já conseguiram validar suas hipóteses” e eles responderam “não, ainda precisaremos de alguns meses para valida-las, mas nossos investidores acreditam que não devemos perdermos o timing do mercado”.

Para Steve eles estavam tratando o momento de entender o contexto que estavam inseridos como apenas um checkpoint e não dando o devido tempo para elaborar uma estratégia.

E quantos negócios que, em resposta a uma pressão do chefe, acabam fazendo ações sem planejamentos, sem definição de meta, cronograma; simplesmente fazem por fazer?

Estratégia: o bom e velho PDCA

Estratégia tem a ver com a capacidade de analisar a situação atual, de preferência baseado em números, e planejar alternativas para manter os bons indicadores e melhorar os não tão bons assim.

A partir disto, desenvolver processos, lista de tarefas e pontos de checagem na linha do tempo com indicadores de meta.

Os pontos de checagem, muitas vezes deixados de lado devido a correria do dia a dia, são de extrema importância para saber se as ações planejadas estão sendo feitas e se os resultados almejados estão sendo alcançados.

E este ciclo deve se repetir continuamente com periodicidade mediana (não muito curta nem muito longa, variando para cada tipo de negócio) para que o estímulo necessário para cada novo ciclo possa ser alcançado.

Mas e a parte da inteligência?

Inteligência tem a ver com analisar os dados e baseado em dados históricos (meses de anos anteriores e indicadores de referência do segmento) gerar uma base de ações que são utilizadas como apoio para as ações atuais.

O grande problema, em especial dos pequenos e médios varejistas, é que nem mesmo o “arroz com feijão” é feito de forma adequada, ou seja, operações triviais não são planejadas.

Muitos tem sistemas, tem ferramentas, até mesmo consultorias externas, mas com o tempo, acabam se “perdendo”.

Gestão na palma da mão

O dono, CEO, gerente e todo o time da empresa precisa ter, cada qual limitado a sua função e região, os indicadores principais da operação:

Diagnósticos:

  • Classificação ABC
  • Cadastros ativos sem movimento

Estoque

  • Estoque abaixo do minimo
  • Ruptura
  • Excesso
  • Virtual
  • Negativo

Financeiro

  • Venda
  • Ticket Medio
  • Margem Bruta
  • Descontos
  • Acompanhamento de promoção

Operações

  • Cliente atendidos
  • Performance de balconista
  • Inventário Rotativo

E outros indicadores que sejam importantes para a análise da saúde da empresa.

Muitas vezes a empresa possui BI que permite que o usuário possa confrontar dados, realizar análises, sendo que se os indicadores básicos estiverem sendo monitorados já é suficiente.

Conclusão

Eu acredito que o varejo é uma área muito dinâmica e que suas operações são muitas e de grande complexidade.

O varejo muitas vezes possui muitas ferramentas, porém pouca inteligência histórica para auxílio na tomada de decisão.

É importante que o gestor da empresa tenha na palma da sua mão os números principais que indicam a saúde da empresa e permita que ações possam ser tomadas com base em dados.

Conheça o GO Analytics

O GO Analytics é a ferramenta de gestão na palma da mão móvel da Tegra.

Conheça:

Alertas inteligentes e pró-ativos
Indicadores agrupados por região para visão da alta gestão
Indicadores por loja
Indicadores detalhados em tempo real
Análises comparativas por dia semana, mês e ano

Saiba mais em http://govarejo.com.br/

Até a próxima!

 

Autor: Willian Polis

Autor: Willian Polis


Líder educador na Tegra
- Soluções Digitais, apaixonado por compreender pessoas, gerar soluções através da tecnologia, resolver problemas, aprender coisas novas e dedicar-me totalmente em tudo o que faço. E-mail: polis@tegra.com.br