COVID-19 e o trabalho remoto: benefícios e desafios

COVID-19 e o trabalho remoto: benefícios e desafios

O COVID-19 chegou e fez com que os negócios se adaptassem. Uma das adaptações foi o trabalho remoto.

O trabalho remoto é uma faca de 2 gumes. Ao mesmo tempo que oferece o benefício da flexibilidade, requer disciplina.

Pensando em lançar um olhar mais abrangente sobre este tema, este conteúdo buscar expandir a consciência sobre o trabalho e trazer significado naquilo que realizamos, ainda que fisicamente distante.

Desafios a serem superados

Encontrar um “canto”, adaptar-se aos barulhos, filhos gritando, cônjuge chamando, estes são apenas alguns dos desafios que precisarão serem superados.

A boa notícia é que é SIM possível superá-los, e ainda por cima com alegria e bom humor 🙂

Auto Gerenciamento

Avise em casa que você está trabalhando

Parece que não, mas o fato de você estar fisicamente em frente ao computador pode dar a sensação a quem convive contigo, de que você está disponível.

Ajuda muito o ato de conversar com quem convive e explicar que você está trabalhando e que interrupções devem ocorrer somente em casos urgentes.

Esta consciência coletiva ajuda bastante na cooperação com o seu trabalho.

Você precisa de disciplina, não de motivação

Por mais auto motivado que você seja, o barulho das outras pessoas na casa, o stress dos filhos brincando/brigando e do cônjuge te distraindo ao te pedir algo são fatores que derrubam a motivação até mesmo do Super Homem.

Nestes momentos a disciplina é a chave para conseguir fazer aquilo que precisa ser feito.

E para você conseguir saber se sua disciplina está funcionando, estabeleça rotinas: horário para começar o trabalho, trocar de roupa como se estivesse indo para um outro lugar, horário para parar de trabalhar, etc.

Foco!

Pomodoro é uma técnica para gerenciamento de tempo e que resumidamente trabalha em ciclos de 25 minutos.

Nestes ciclo, você se auto estabelece um ponto a alcançar: finalizar uma tarefa, terminar uma leitura, realizar um relatório, montar uma proposta, etc.

Nestes 25 minutos você tira tudo aquilo que possa tirar sua atenção: fecha a aba do whatsapp, deixa o celular no silencioso e longe do alcance de suas mãos, coloca o fone de ouvido, trabalha somente em uma única aba e toda vez que sua mente querer escapar, você traz ela de volta para o foco.

Como se trata de um ciclo rápido, o tempo passa muito rápido, e o resultado geralmente é alcançado.

O poder das pausas

Tão importante quanto o foco são as pausas.

Ao finalizar um ciclo de pomodoro e alcançar um resultado, comemore e premie-se.

Este presente pode vir em forma de tomar um café, beber uma água, ver o celular, navegar na rede social, levantar e um alongamento, enfim, aquilo que seu corpo e mente te pedir e que tome entre 5 a 10 minutos, no máximo.

Neste combo de foco + premiação, mentalmente você estabelece marcos de contentamento, o que traz uma boa sensação de progresso e aprendizado, tornando prazeroso o trabalho, gerando significado ao que está sendo feito apesar de todos os desafios que surgem.

Reuniões

Chamadas de áudio e vídeo cansam mais, comprovadamente, pois demanda muito mais atenção e gera muito mais stress do que uma conversa ao vivo.

Para que você tenha reuniões mais produtivas e menos cansativas, tenha atenção aos pontos abaixo:

  • Preparação: antes de entrar na reunião estruture o que se espera alcançar com a reunião
  • TimeBox: antes de iniciar o tema em si é importante solicitar o foco dos participantes e o tempo máximo que se deseja finalizar os tópicos
  • Pauta: coloque os tópicos que se pretende abordar durante a reunião
  • Abra a câmera: abrir a câmera é um fator humano, gera confiança e empatia
  • Microfone no mudo: somente abra seu microfone quando for falar para evitar ruídos desnecessários

Liderança

O papel da liderança para o trabalho remoto é fundamental. É a liderança que gera a “cola” que direciona, dá ritmo e desenvolve o time.

Para que você tenha sucesso como líder, listo alguns tópicos a serem observados:

Conduta a evitar:

  • Comando controle
  • Fiscalizar funções

Conduta a adotar:

  • Confiança baseado em resultados entregues, ao invés de controle: abrir mão do controle do tipo que micro gerencia as atividades do outro para um papel de “vamos juntos alcançar este resultado” e colocar-se como um parceiro em dar luz, direção e remover impedimentos para seus liderados
  • Delegar com maestria: diferente do “delargar” em que o líder passa uma tarefa, vai embora e quer pronto quando voltar, é ter o cuidado de delegar dando significado a quem recebe a delegação. Exemplos:

Exemplo 1: Delargar
Líder Maurício delargando atividade para o liderado João:
Maurício diz: __ “João, quero que você me entregue o relatório de resultados. Obrigado”

João responde: __ “Sim, senhor.”

3 dias depois, Maurício pergunta a João: __ “Cadê o relatório João?”

João responde: __ “Ainda não terminei. Estou trabalhando nele e termino em uns 2 dias mais ou menos”

Maurício se desespera: __ “Mas era para estar pronto hoje” e começa a discutir com João e o stress toma conta.

Exemplo 2:Delegar:

Líder Maurício delegando resultado para o liderado João:
Maurício diz: __ “Oi João, tudo bem? Preciso que você entregue o relatório de resultados, com as informações A, B e C pois elas serão utilizados pelo comprador Antônio para tomar a decisão de compra. Ele precisa destas informações em sua mão em 3 dias. Você consegue entregá-lo?”

João responde: __ “Sim, senhor.”

Maurício diz: __ “Que ótimo. Você consegue me explicar como fará para gerar estas informações? “

João responde: __ “A informação A virá das receitas e a informação B virá dos custos. A informação, pensando bem, não sei como calcular.”

Maurício diz: __ “A informação C é um cálculo de A-B, conforme alinhei com o comprador Antônio. Caso surja alguma outra dúvida, me ligue, não importa o horário ok?”

2 dias depois, Maurício liga para João: __ “Oi João, tudo bem? Está precisando de alguma ajuda para finalizar o relatório até a data de amanhã?”

João responde: __ “Acredito que sim. Você confere se o logotipo está no local correto, por favor? “

Maurício diz: __ “O local está correto, mas esta logotipo está desatualizada, substitua por esta outra, por favor”

1 dia depois, João liga para Maurício: __ “Oi Maurício, tudo bem? Terminei o relatório e testei os dados. Envio para você ou para o comprador Antônio diretamente?”

No exemplo 1, líder e liderado não se conversaram, não houve o alinhamento sobre o que deveria ser feito, por que, para quem, quando. Resultado: o relatório não ficou pronto, o colaborador frustrado e o líder estressado.

No exemplo 2, líder e liderado alinharam o que seria feito, quando, para quem, por que, fizeram um momento de checagem prévia antes de finalizar a tarefa. Resultado: clareza, confiança, significado, satisfação, além do sucesso na execução em si.

Ferramentas

Para nossa sorte, vivemos um momento em que temos muitos recursos tecnológicos que nos permitem realizar nosso trabalho, ainda que fisicamente distante, com maestria. Alguns tópicos necessários e importantes para o uso das ferramentas:

  • Cultura ágil + OKRs: para que não sabe onde se quer chegar, qualquer caminho serve, disse o gato em Alice no País das Maravilhas. Construir em time, macro objetivos gera significa e autonomia aos membros deste time
  • Gestão visual compartilhada: é muito importante que as informações referente as atividades que estão sendo feitas, por quem, quem está disponível estejam disponíveis a todos e em tempo real. Para isso, ferramentas de produtividade, painéis digitais de kanban com cards de tarefa de no máximo meio período, são formatos que permitem um acompanhamento e apoio com muita agilidade
  • Burndown: é um painel de visão de time dá a todos a visão do resultado conjunto e negociar ajustes em prioridades e produtividade visando o resultado do coletivo, ao invés do individual
  • Líder diz nós, não eu: a conquista da confiança do time se dá através do trabalho com responsabilidades distribuídas, em que o líder tem o papel de remover impedimentos e orientar, lado a lado com o time. Além do exemplo dado atuando desta forma, desenvolve talentos.
  • Conheça seu time: conhecer as pessoas do time, quem são, do que gostam, o que valorizam, seus interesses profissionais e pessoais, seus gostos, seus dons, etc., é fator muito importante para o desenvolvimento dos liderados e alta performance.

Abaixo, sonar de habilidade x vontade. O racional aqui é o seguinte:

  • + Vontade; + Habilidade: são as pessoas que querem desafios. Delegue!
  • – Vontade; + Habilidade: são as pessoas que precisam de um significado no que fazem, e isso se dá, quando enxerga o impacto que seu trabalho gera na vida do outro.
  • + Vontade; – Habilidade: é a pessoa que está com gás e precisa de direcionamento sobre quais conhecimento e competências deve desenvolver. Direcione!
  • – Vontade; -Habilidade: se nem a vontade e nem a habilidade estiverem presente trata-se de alguém não compatível com o que está fazendo. Ela deve sair desta posição.

Abaixo, sonar de alinhamento x autonomia. O racional aqui é o seguinte:

  • + Alinhamento; + Autonomia: sua liderança e o time estão voando alto 🙂
  • + Alinhamento; -Autonomia: é o perfil do chefe da área industrial
  • – Alinhamento; + Autonomia: se cada um do time fizer o que quiser e não estão alinhados, o resultado é um quebra-cabeça em que as peças não se encaixam. Um verdadeiro caos
  • – Alinhamento; -Autonomia: trata-se de um time medíocre

Conclusão

Aqui na Tegra nossa experiência com o trabalho remoto tem se mostrado muito feliz 🙂

Nunca estivemos tão alinhados, próximos de nossos clientes e entre nós mesmos.

Temos desafios a frente e estamos confiantes de que esta experiência nos trouxe grandes oportunidades pois nos convida a exercitar um olhar apreciativo, que valoriza o positivo, apesar do negativo, exige de nós aumento de maturidade através do foco e da disciplina e que nos traz alegria por aprendermos muito, todos os dias.

Até a próxima 🙂

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): o que é preciso saber sobre o tema?

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): o que é preciso saber sobre o tema?

A Lei Geral de Proteção de Dados entrará em vigor a partir de agosto de 2020. Portanto, adaptar-se à LGPD deve ser visto como uma prioridade por qualquer empresa. Afinal, ela mudará profundamente os processos de negócios que utilizam a TI (tecnologia da informação) e os dados de seus consumidores no dia a dia.

Além disso, a LGPD permitirá que o empreendimento siga padrões de segurança de dados alinhados com as práticas internacionais. E então, sua empresa está preparada? Se não, este artigo foi feito para você. Saiba o que é essa lei, qual a sua importância, o que mudará com ela e os riscos de não cumpri-la!

O que é a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados é o nome do projeto de lei, aprovado pelo Congresso em 2018, que pretende regulamentar o modo como empresas e instituições públicas lidam com os dados dos cidadãos brasileiros ou coletados dentro do território nacional.

Ela foi inspirada na GDPR (General Data Rule Protection, ou Regulamento Geral de Proteção de Dados, aprovada pela União Europeia). No Brasil, a LGPD começa a ser aplicada em agosto de 2020.

Por que a LGPD é importante?

A LGPD é fundamental para garantir, no Brasil, uma tendência que tem se consolidado no mercado de tecnologia há alguns anos, ou seja, a maior transparência no uso de dados. Os abusos no uso de informações de terceiros, assim como os vazamentos que ganharam força, mudaram a visão que os consumidores têm sobre a sua privacidade.

Por esse motivo, um número cada vez maior de pessoas tem buscado soluções com boas políticas de uso de dados. Foi nesse contexto que a LGPD foi aprovada. Ela tem como foco garantir que a coleta, o uso e o compartilhamento de informações por empresas e serviços públicos sejam seguros. Além disso, oferece um controle maior ao dono dos dados.

Tudo isso é feito com um conjunto de normas claras e objetivas, que terão validade para todas as operações de coleta de dados que ocorrerem em território nacional. Ou seja, haverá um padrão comum para as rotinas que passarem pela manipulação de informações de terceiros. A LGPD prevê ainda mais transparência para evitar abusos.

O que mudará com a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados traz um conjunto de alterações para atingir os seus objetivos. Para adaptar-se a tempo, é importante conhecer essas mudanças e a maneira como elas impactarão o seu dia a dia. Confira as principais abaixo!

Uma nova definição sobre cada tipo de informação

A Lei Geral de Proteção de Dados mudará o modo como as informações são vistas pelos reguladores do mercado. As empresas devem considerar os seguintes pontos:

  • são dados pessoais qualquer registro que possa ser utilizado para identificar alguém, como nome e número de CPF;
  • é tido como dado pessoal sensível registros que possam ser utilizados para fins discriminatórios, como origem racional, convicção religiosa, orientação sexual, dado genético ou dados de saúde;
  • são considerados dados anonimizados aqueles que não podem ser vinculados diretamente a alguém.

Definição objetiva sobre cada pessoa envolvida nas operações de uso de dados

A nova lei também trouxe definições claras para orientar cada pessoa envolvida nas operações de uso de dados. São elas:

  • o titular, que é a pessoa a quem os dados se referem;
  • o operador, que é o responsável pelo tratamento dos dados;
  • o controlador, que será a pessoa que faz o planejamento sobre o tratamento dos dados;
  • o encarregado, que será o profissional responsável pela comunicação entre as três pessoas e o governo federal.

Usuários terão mais autonomia sobre os seus dados

Com a Lei Geral de Proteção de Dados, as pessoas terão mais autonomia sobre o modo como as suas informações são manipuladas. Isso se dará da seguinte forma:

  • as coletas e o compartilhamento de dados podem ocorrer apenas com o consentimento do titular das informações;
  • as empresas e os órgãos públicos devem informar o que motiva a coleta, o uso e o compartilhamento (se houver) dos registros;
  • sempre que julgar necessário, o titular dos dados poderá solicitar a visualização, a correção, a portabilidade a a exclusão das informações coletadas.

Existem novos controles para o uso de dados

Outra mudança trazida pela LGPD são as restrições aos usos de dados. São elas:

  • as informações consideradas sensíveis não podem ser utilizadas para fins publicitários, a não ser que haja autorização expressa do titular;
  • qualquer processo que envolva dados de menores de idade deverá ocorrer apenas após a autorização dos pais ou responsáveis legais pela criança ou adolescente.

O que acontecerá com quem não estiver em conformidade?

As empresas que forem pegas em não conformidade com a LGPD podem sofrer penalizações que vão de alertas a multas pesadas. O valor máximo de cada multa será de 2% do faturamento anual do negócio, limitado a R$ 50 milhões. Essas penalizações podem ocorrer em casos de vazamentos, não ajuste à lei e demais infrações.

Como podemos ver, a Lei Geral de Proteção de Dados traz grandes mudanças para o modo como empresas lidam com dados de terceiros. Portanto, toda organização deve estar atenta, afinal, é pouco provável que ela não seja afetada pelas novas regras.

Vale destacar que rotinas que envolvem a utilização de informações de terceiros já fazem parte do dia a dia de muitos negócios — em setores como marketing e vendas, elas são quase obrigatórias. Nesse cenário, trata-se de uma inclinação mundial a incorporação de ferramentas de análise de dados integradas à nuvem para executar processos de avaliação de tendências e otimização da experiência de uso dos serviços da empresa.

Portanto, não deixe de investir nas medidas que forem necessárias para alinhar o seu negócio à Lei Geral de Proteção de Dados. Faça, agora mesmo, uma análise das políticas existentes e das rotinas das suas equipes. Adaptando-se antecipadamente à LGPD, a empresa poderá conquistar a confiança de seus clientes e parceiros comerciais, além de se manter mais competitiva.

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Gestão de Expectativas em Projetos de Software

Gestão de Expectativas em Projetos de Software

Levante a mão quem:

  • Já teve um projeto de software entregue com atraso?
  • Já teve um sistema com tantos problemas que era praticamente insustentável?
  • Já pediu uma funcionalidade de uma forma e recebeu outra completamente diferente?

Se você respondeu sim a uma ou mais das perguntas acima, vai encontrar abaixo a causa raiz destes problemas.

O que é um projeto de software?

                                        Prototipação manual de telas para uma funcionalidade

Um projeto de software pode ser definido como um plano geral, com início, meio e fim, e ainda, descrição detalhada/telas/protótipos/cronogramas/etc., de algo a ser criado.

Um projeto tem ao menos um, e em geral, vários envolvidos, diretamente ou indiretamente.

Entre os envolvidos, o entendimento sobre o que é o projeto, de fato, é por natureza, diferente, pois cada um faz este entendimento considerando a sua individualidade, ou seja, suas experiências, seus conhecimentos, seus interesses, ou seja, os diversos fatores que influenciam em seu entendimento.

Qualidade da Mensagem: causa raiz número 1

A comunicação é, sem dúvida, um dos fatores chave de sucesso ou fracasso de um projeto. E a raiz da comunicação está na qualidade das mensagens.

A palavra “Mensagem”, tem sua etimologia no francês “message”, que significa comunicação. Já comunicação, tem origem no latim communicatĭo,ōnis e significa ‘ação de partilhar’. A partir disto, podemos concluir que uma mensagem é uma ação de partilhar uma informação de uma origem para um, ou mais, destinos.

Uma mensagem, seja ela no formato que for (escrita, falada, ilustrada, etc.), tem ao menos 3 pontos de vistas a serem considerados:

  • A intenção do que se quer passar como mensagem
  • A mensagem enviada ao(s) destinatário(s)
  • O entendimento que o(s) destinatário(s) teve da mensagem passada

Para ilustrar melhor os aspectos que influenciam na qualidade da mensagem, compartilho duas estórias abaixo:

O quadrado que conheceu o cubo

Conta-se que um quadrado de 2 dimensões foi convidado pelo cubo, de 3 dimensões, a conhecer o seu mundo. Neste mundo, as formas tinham muitas características (profundidade, sombra, volume, densidade, etc.) que o quadrado 2D, apesar de estar maravilhado, não conseguia conceber muito bem o que eram, pois eram coisas novas a ele.
Ao retornar para o seu mundo 2D, foi correndo contar para o retângulo tal aventura, e, para sua decepção, por não conseguir encontrar palavras para o que viu, foi motivo de zombarias e chamado de maluco. Não desistiu, e foi contar sua história para o triângulo, losango e círculo, e um após o outro, confirmavam sua insanidade. Sentiu-se mal, duvidou de si e decidiu nunca mais tocar em tal assunto. Assim pode viver, infeliz, como um simples quadrado 2D

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Os índios que “não enxergaram” os navios portugueses

Conta-se que quando as caravelas de Pedro Álvares Cabral se aproximavam da costa brasileira, alguns índios que estavam na praia, viram uma movimentação das águas do mar diferente do que estavam acostumados mas não conseguiam definir do que se tratava.

Só se reconhece, o que se conhece

As duas estórias anteriores têm ao menos um ponto em comum: “Só se reconhece, o que conhece”.

                                                                    Conhecer para aprender

“Conhecer” é o ato de perceber e levar à consciência algo novo.

Conforme aumenta-se o relacionamento com este novo conhecimento, incorporamos-o em nossa essência. A este ato denominamos “aprender”.

É assim a todo momento de nossas vidas: do aprender a se alimentar, nos primeiros instantes de vida, passando por aprender a andar, falar, ler, aprender sobre conhecimentos gerais, conhecimentos técnicos, e assim, por toda a vida.

Olhar empático com os envolvidos no projeto

Olhar empático trata-se de “emprestar” o olhar do outro para conseguir compreender o ponto de vista do outro sobre uma mensagem.

Para conseguirmos “emprestar” o olhar, o ponto de partida é conhecer mais profundamente os envolvidos no projeto, sejam eles clientes, colaboradores, fornecedores, etc.

Existe uma ferramenta chamada “Operação Curiosidade” que busca compreender o outro, considerando 4 aspectos de nossa natureza humana:

  • Fatos e dados: características que são de identificação pública: onde mora, onde trabalho, que cargo tem, sua idade, etc.
  • Interesses: às vezes declarados, às vezes inferidos, mas diz respeito àquilo que o outro demonstra ter interesse e influencia suas decisões e comportamentos
  • Sentimentos: sentimentos que o outro demonstrar carregar ou que pode ser gerado a partir de uma informação, situação e/ou contexto
  • Valores: característica que o indivíduo não abre mão como honestidade, confiança, respeito, etc, para se atingir um objetivo:
                              Fonte: Operação Curiosidade — Metanoia (http://www.metanoia.com.br)

A visão compartilhada do todo: causa raiz número 2

Um fato comum em projetos é o não entendimento correto sobre uma funcionalidade, requisito ou similar. Existe uma imagem muito conhecida que representa isto:

Existem alguns fatores que colaboram com isto, como a Qualidade da Mensagem, como vimos anteriormente. Outro fator é a falta da visão do todo.

A visão do todo diz respeito a capturar do cliente o que é o essencial, ou seja, eliminar tudo o que for trivial.

Usando como exemplo a imagem acima, o essencial poderia ser: “um balanço, resistente a chuva e sol, que seja de construção rápida e barata”

Porém, capturar o essencial é conseguir identificar o que a mesma funcionalidade pode atender, principalmente, nas 2 camadas mais internas do cliente final que são seus sentimentos e valores.

Tomando o mesmo exemplo da imagem acima, o essencial da funcionalidade poderia ser:

“Uma diversão ao ar livre que seja segura, resistente e de baixo custo”.

Se vai ter pneu, se vai ter corda, se vai usar uma serra elétrica e todos outros itens técnicos, esta é a responsabilidade de quem irá construir a solução.

Especificar os itens técnicos, dar a clareza de como foi construído, como será feita sua manutenção, o alinhamento financeiro e outros tópicos são importantes, porém não são essenciais.

Quando não há a visão compartilhada do que é essencial com os envolvidos no projeto, o entendimento de cada um é cada vez mais distante entre si. A imagem abaixo representa bem esta ideia:

Quando este fenômeno acima ocorre, o resultado do projeto, geralmente, é de baixa qualidade.

Além disto, este desalinhamento acarreta em expectativas não atingidas e portanto, frustração entre os envolvidos.

Pessoas frustradas, acabam mudando um comportamento, que antes poderia ser positivo e acaba sendo negativo, muitas vezes manifestados através de rispidez, ocultação de informações, trabalho com desconfiança, burocratização de situações desnecessárias, e tantos outros exemplos.

Nivelamento de Entendimento como “A” solução

Nivelamento de entendimento tem o objetivo de unir a visão geral do que é essencial em uma entrega/projeto/funcionalidade com qualidade da mensagem.

Esta ação é feita considerando as seguintes etapas:

  • Operação Curiosidade contínua com o cliente final da solução para encontrar o que é o essencial;
  • Operação Curiosidade contínua com os envolvidos direta e indiretamente no projeto, à luz do essencial;
  • Comunicação periódica, preferencialmente diária, e nunca mais distante que quinzenal
                        Nivelamento de entendimento da visão geral do que é essencial em um projeto

Compromisso com a entrega

                                                                Compromisso com a entrega combinada

O compromisso com a entrega é fator determinante para a continuidade da boa relação dos envolvidos no projeto, uma vez que requer de cada parte a participação e comprometimento, a exemplo:

  • Do cliente é esperado tomar as decisões do que é essencial, combinar os riscos que podemos correr juntos e trazer os usuários finais para participar da construção do projeto
  • Dos envolvidos diretos é esperado a construção de qualidade da funcionalidade, antecipar impedimentos e levar opções simples de solução para que o cliente consiga escolher sem precisar entrar nos detalhes técnicos
  • Dos envolvidos indiretos é participarem em especial das etapas de concepção, alinhamentos periódicos no máximo quinzenais e parceria para identificar os ajustes necessários ao colocar em produção

Medir a satisfação do cliente

                                                          Termômetro de satisfação do cliente

A satisfação com o resultado do projeto é a chave para medir se a gestão de expectativa foi feita com sucesso.

Esta medição deve ser simples e feita a cada encontro. Não precisa ser de forma declarada, necessariamente. Muitas vezes é possível capturar este sentimento de várias formas por dedução:

  • Comportamentos corporais como expressões faciais, sorrisos, brilho nos olhos, aperto de mão, etc.
  • Atenção aos comentários do cliente para capturar se itens essenciais estão sendo esquecidos

Este mensuração deve ser feita com frequência, se possível semanal, com o cliente, usuários final e demais envolvidos direta e indiretamente.

Quando identificado insatisfação, é importante incluir quem demonstrou a insatisfação na construção da solução.

Conclusão

Projetos de software é por natureza uma atividade complexa pois trata-se de materializar de uma ideia.

Existem vários aspectos importantes que podem impactar no projeto (segurança, escalabilidade, integridade, acoplamento, preparada para o crescimento futuro, integração com outros sistemas, etc.) e que precisam ser levados em consideração na construção.

O cliente precisa dedicar sua energia no que é essencial: a ideia que originou o software. Para isto precisa de um parceiro de software que resolva os aspectos técnicos e principalmente: que saiba nivelar o entendimento do que é essencial e gerir as expectativas dos envolvidos.

Sobre a Tegra

A Tegra é uma desenvolvedora de soluções digitais únicas que tem como propósito ser um parceiro estratégico de nossos clientes para juntos construirmos a jornada da transformação digital de suas empresas.

O que nos move é a nossa curiosidade em ouvir ideias e oportunidades de solução que alavanque o negócio através de software.

Nos conheça: www.tegra.com.br

Ficamos felizes em compartilhar como fazemos isto 🙂

Autor: Willian Polis

Autor: Willian Polis


Líder educador na Tegra
- Soluções Digitais, apaixonado por compreender pessoas, gerar soluções através da tecnologia, resolver problemas, aprender coisas novas e dedicar-me totalmente em tudo o que faço. E-mail: polis@tegra.com.br