Metodologia Archives - Tegra
Metodologia Agile: o que é, como funciona e como implementá-la?

Metodologia Agile: o que é, como funciona e como implementá-la?

Você sabe o que é a metodologia Agile? Antes de entendê-la, é preciso destacar que o mercado está passando por transformações rápidas. Essas mudanças exigem flexibilidade e agilidade operacional das empresas.

Quem não consegue manter um fluxo de trabalho flexível terá grandes dificuldades para bater as próprias metas nos próximos anos. Por isso, investir em alternativas como as metodologias ágeis deve sempre ser visto como algo estratégico.

Afinal, elas garantem que os times terão um padrão de trabalho mais flexível e serão capazes de lidar com mudanças sem grandes problemas. Quer saber mais sobre o tema e como a metodologia Agile pode ajudar você? Então, continue a leitura deste post!

O que é a metodologia Agile?

A metodologia Agile surgiu em 2001 após a divulgação do Manifesto para o Desenvolvimento Ágil de Software. Esse manifesto foi assinado por 17 desenvolvedores e tem um conjunto de fundamentos voltados para tornar a criação de sistemas mais rápida sem comprometer a qualidade do produto final. Graças ao sucesso que teve, ela tem sido adaptada para outros cenários, o que a tornou comum em ambientes para além dos projetos de TI.

Quais são os valores da metodologia Agile?

O manifesto que fundou a metodologia Agile trouxe um conjunto de princípios para orientar a mudança do ambiente corporativo e, com isso, garantir que os profissionais entreguem resultados em prazos menores. Seguir cada um deles é um passo chave para ter o sucesso ao implementar uma cultura ágil nas empresas. Os quatro mais importantes são os seguintes:

  • priorizar as interações e as pessoas acima de processos rígidos e ferramentas de uso obrigatório;
  • garantir que o software seja entregue e não ter tanto foco na criação de uma documentação abrangente;
  • ter uma rotina de trabalho pautada pela colaboração contínua com o consumidor e/ou o cliente e fazer da negociação de contratos algo secundário;
  • ter times preparados para lidar com transformações e mudanças sempre e não ter um planejamento abrangente como o principal fator que orienta as suas atividades.

Quando esses princípios são seguidos, o fluxo de trabalho se modifica profundamente, e a empresa é capaz de alcançar melhores resultados. Um fluxo de feedback contínuo dos clientes permite que o produto final de cada projeto seja continuamente ajustado. Consequentemente, há mais satisfação e maior alinhamento de expectativas.

As mudanças também passam pela rotina de trabalho das equipes, que se tornam mais integradas e flexíveis. Ou seja, os profissionais terão um fluxo operacional pautado pela flexibilidade e por orientações que podem ser modificadas sempre, o que exige mais preparo e ferramentas robustas.

Por que adotar a metodologia Agile é uma boa ideia?

Investir na metodologia Agile pode mudar completamente o modo como a empresa lida com as demandas do mercado e de seus clientes. Os impactos passarão por todo o ambiente de trabalho, o que exige atenção para reduzir riscos e garantir engajamento das equipes. Se tudo for benfeito, será possível incorporar benefícios e melhorias como:

  • a priorização da satisfação do cliente em todos os processos internos;
  • mais flexibilidade para lidar com mudanças em projetos ou nas rotinas diárias;
  • entregas de resultados mais frequentes;
  • mais habilidade para entender as demandas de clientes e como elas podem ser atendidas;
  • criação de um ambiente de trabalho com alta colaboração e inovação;
  • comunicações diretas e em mais canais;
  • mais produtividade em todas as etapas da cadeia de trabalho;
  • menos dificuldades para executar rotinas diárias.

O que fazer para ser uma empresa ágil?

Existem diferentes tipos de metodologias que podem ser utilizadas pela sua empresa caso ela esteja buscando mais agilidade. As mais comuns são a Scrum, a Lean e a Kanban. Juntas, elas conseguem mudar diferentes etapas dos processos internos e, com isso, garantir que os benefícios de uma estrutura mais flexível sejam disseminados.

Veja, a seguir, como cada uma se diferencia!

Scrum

A Scrum pode ser vista como uma forma de constituir a gestão da empresa a partir de uma estrutura de competências menos rígida. Ela valoriza interações incrementais e a validação contínua dos clientes. No ambiente Scrum, os projetos são moldados da seguinte forma:

  • há o dono do produto, que lida com os interesses dos clientes;
  • o Scrum Master, que lida com o planejamento das ações e a busca pelos objetivos do projeto;
  • o daily scrum, que é uma reunião diária para alinhar expectativas e aplicar feedbacks;
  • o sprint review, feito para validar os resultados de cada etapa (sprint) do projeto;
  • o sprint retrospective, que é o momento de se planejar o sprint seguinte.

Kanban

Originária do Japão, a Kanban foi feita para racionalizar o uso de suprimentos e evitar atrasos. Ela divide as tarefas em uma organização visual, por colunas, focada no modo como o fluxo de trabalho é organizado. Geralmente, utiliza-se a seguinte distribuição:

  • tarefas a serem feitas;
  • tarefas em execução;
  • tarefas concluídas.

Conforme o perfil da atividade, as colunas são adaptadas para se alinharem mais com o perfil das etapas. Em um projeto de desenvolvimento de sistemas, por exemplo, elas podem incluir categorias para as funcionalidades que estão sendo desenvolvidas, testadas, implementadas e entregues aos usuários. Assim, os times terão alto controle sobre o que foi feito e o que deve ser entregue.

Lean

Essa metodologia também surgiu no Japão. Os projetos Lean são conhecidos pela sua estrutura enxuta e precisa. Há também uma entrega contínua de resultados, agregando mais valor ao projeto.

No ambiente Lean, as rotinas são guiadas pelos seguintes princípios:

  • redução de desperdícios;
  • aprendizagem contínua;
  • decisões rápidas;
  • capacitação da equipe;
  • entrega de resultados constantes;
  • maior integração entre times;
  • planejamento abrangente e com foco nos resultados macro;
  • feedback contínuo.

Muitas empresas estão passando pela transformação digital. A integração de soluções de TI no dia a dia de negócios permitiu o aumento de inovação e de colaboração entre equipes. Além disso, facilitou a criação de um ambiente corporativo mais robusto e preparado para lidar com as tendências do mercado.

Nesse contexto, o investimento nas metodologias ágeis deve ser visto como algo fundamental para preparar o negócio para essa nova realidade. Não adianta a empresa ter uma infraestrutura de TI moderna. Também é necessário ter profissionais bem orientados para executar as suas atividades diárias seguindo um padrão alinhado com as soluções existentes.

Por isso, não deixe de capacitar os seus profissionais para que eles possam trabalhar de acordo com estratégias como a metodologia Agile. Isso garantirá que o negócio tenha uma orientação focada em resultados e em uma cultura mais ágil, flexível e integrada. Assim, os times poderão manter as suas rotinas dentro de um elevado padrão de qualidade.

O que achou do conteúdo? Se gostou, acompanhe a nossa página do Facebook para ficar por dentro de outras novidades publicadas neste espaço!

Equipes ágeis: o que são, qual a importância e quais são os métodos ágeis?

Equipes ágeis: o que são, qual a importância e quais são os métodos ágeis?

Você já pensou em adotar uma estrutura operacional baseada em equipes ágeis? No contexto pelo qual tem passado o mercado nacional, uma das principais mudanças é a maior exigência do consumidor brasileiro por negócios flexíveis e alinhados com as suas expectativas.

Para garantir que a companhia seja capaz de atender a tais demandas, os times devem construir um ambiente de trabalho mais ágil e colaborativo. Somente assim é possível reduzir falhas e maximizar os níveis de inovação em médio e longo prazos.

Nesse cenário, incorporar metodologias ágeis ao dia a dia da empresa pode ser visto como uma ótima forma de evitar gargalos e aumentar as habilidades das equipes internas. Quer saber mais sobre o tema e como utilizar tais métodos a seu favor? Então, continue a leitura!

O que é uma equipe ágil?

O termo equipe ágil é utilizado para designar um pequeno grupo de pessoas que trabalha lado a lado em projetos ou rotinas internas orientados por metodologias ágeis. Ele pode ser formado por pessoas de múltiplos saberes a partir das demandas existentes. O importante, nesse caso, é que cada profissional trabalhe orientado pelo método que melhor se adapte às necessidades da empresa.

Quais os ganhos do investimento em equipes ágeis?

Escolher a formação de equipes ágeis pode trazer vários benefícios para a empresa. Em conjunto, eles tornam projetos e rotinas diárias mais robustos e eficazes. Além disso, facilitam a busca por inovação e um maior nível de qualidade operacional.

Veja, a seguir, alguns ganhos que esse investimento traz para a sua empresa!

Maior escalabilidade

Os times ágeis podem se adaptar a mudanças no fluxo de trabalho com mais facilidade. As equipes, em outras palavras, podem ser ampliadas ou reduzidas conforme a demanda. Isso permite ao empreendimento maximizar a escalabilidade da sua cadeia de trabalho sem grandes riscos.

Menor tempo de entrega

Times ágeis conseguem entregar resultados com uma maior agilidade. Afinal, a sua equipe atuará em um processo de entrega contínua, sempre direcionado para priorizar o que tem maior valor agregado. Além disso, os fluxos são moldados para que possam aproveitar melhor os recursos que estão disponíveis.

Planejamento mais eficiente

O planejamento é uma ponta-chave do processo de trabalho. As equipes ágeis conseguem priorizar o que é mais importante para a empresa sempre. Assim, podem mitigar as chances de algo prioritário não ter a atenção necessária.

Que metodologias ágeis utilizar?

A escolha das metodologias ágeis deve considerar vários fatores, como as demandas internas do negócio e o tipo de projeto que ele pretende executar. Por isso, o gestor deve estar atento e sempre fazer uma análise completa das suas demandas antes de escolher uma metodologia. Além disso, é necessário avaliar quais são as mais tradicionais.

Entre as melhores metodologias para ajudar a suas equipes ágeis, podemos apontar:

  • a Kanban, que organiza as tarefas pendentes, em execução e a executar com uma metodologia visual e de fácil conferência;
  • o DevOps, que permite integrar times de operação e desenvolvimento de aplicativos para reduzir problemas;
  • o Scrum, que cria um fluxo de entrega contínuo para a empresa.

Escolhendo a metodologia mais alinhada com as suas demandas, a empresa poderá rapidamente adotar práticas mais eficientes no seu dia a dia. As equipes ágeis estarão em um novo padrão de qualidade, o que facilita a entrega de resultados pautados por alta inovação e alinhamento com as necessidades do mercado. Por isso, não deixe de adotar essa abordagem para o seu negócio.

Este conteúdo foi útil? Agora queremos saber: como você garante a eficiência dos seus times? Conta pra gente!

Meta Smart

Meta Smart

Todos nós temos objetivos, tanto no campo pessoal quanto no profissional, mas para que esses objetivos se tornem concretos precisamos de metas! 

Hoje vou falar sobre uma ferramenta que irá ajudá-lo a conseguir criar um planejamento baseado em estimativas reais, essa ferramenta se chama SMART e com ela, você será capaz de criar metas inteligentes, especificas, mensuráveis e alcançáveis. Então vamos tirar suas metas do papel e colocar em prática utilizando a ferramenta smart 

A palavra smart vem do inglês e significa inteligente, cada letra significa uma etapa no processo de criação da meta   

S –  Specifc (Especifico)  

M – Mensurable (Mensurável)  

A –  Achievable (Alcançável)  

R –  Relevant (Relevante)  

T – Time (Tempo)  

Específico  

A meta precisa ser bem especificada, não pode abrir margem para interpretações erradas, ela deve representar exatamente o que está buscando.  

Mensurável  

É o que tem que ser feito em termos quantitativos:  

Quanto mede?  

Quanto custa?   

Quanto pesa?      

Tudo que pode ser medido pode ser alcançável, esse item é responsável em nos ajudar no acompanhamento de nossa evolução com base em dados numéricos.  

Alcançável  

Atingir resultado é o que todos queremos, mas precisamos criar metas que condizem com nossa realidade.    

Relevante  

As metas precisam ser relevantes, precisam impactar positivamente, seja no profissional ou na vida pessoal.  

Tempo  

Quando?  

Definir data é importante, afinal é isso que queremos não é mesmo? sem uma data definida, certamente a meta ficará para um segundo plano, procrastinação em ação e ficaremos presos a encontrar um momento certo, mas a verdade é que não existe um momento certo para começar.  

Exemplo  

Definindo o objetivo: Comprar uma casa  

Após definido o objetivo, o próximo passo é aplicar a ferramenta smart, seguindo com o primeiro item “Especifico” precisamos detalhar melhor como vai ser essa casa, algumas das perguntas que poderiam ser feitas aqui são, a casa vai ter quantos quartos, quantos banheiros?, vai ter sala de estar?, vai ter garagem? Com quantas vagas? vai ter alguma área de lazer ou sala de jogos? a casa vai estar localizada em um determinado bairro de determinada cidade?, qual a cor dessa casa?, a ideia aqui é detalhar o máximo possível.  

No segundo passo, para o item “Mensurável”, para este objetivo estamos falando de valor financeiro, então quanto dinheiro precisamos ter para comprar este imóvel?   

Partindo para o terceiro item, “Alcançável”, depois de especificar e mensurar o valor que vamos precisar ter para comprar o imóvel, precisamos avaliar se está no nosso alcance e para isso podemos olhar para nossa situação atual e perguntar, temos condições de comprar este imóvel? E se não tiver todo o dinheiro disponível, temos por exemplo 80%? e os outros 20%? vamos precisar fazer um empréstimo bancário, mas e depois? Será que vamos conseguir cobrir esse empréstimo? essas são algumas situações que nós poderíamos nos questionar em relação ao item alcançável.  

Para o próximo item “Relevante”, precisamos encontrar algo que nos de força para lutar pelo nosso objetivo, o nosso combustível, é daqui que vamos encontrar a motivação para continuar, podemos pensar o seguinte:  

Oque nos motiva comprar este imóvel? seria para ter uma vida melhor, ou dar uma vida melhor para nossa família? Ou talvez realizar um sonho de ter uma casa própria e sair do aluguel?   

 Para o último e não menos importante item da meta smart, temos que definir uma data, dia mês e hora para o acontecimento, que dia vamos estar com as chaves em mãos para entrar nesta nova casa?  

Muitas vezes metas podem ser simplesmente uma mudança de hábito, uma atividade física até uma meta organizacional, é importante criar um planejamento, definir uma data para conclusão e utilizar métricas para acompanhamento, isso é a meta smart, por hoje é isso, espero que tenham gostado, até mais!

Engenharia do Caos

Engenharia do Caos

Engenharia do Caos
 
Engenharia do Caos significa realizar experimentos em sistemas distribuídos para construir confiança na capacidade do sistema e resistir a condições turbulentas em produção.
 
Em engenharia de software, cada vez mais ouve-se falar em micro serviços. Como desenvolvedores, conseguimos rapidamente adotar práticas para aumentar a flexibilidade de desenvolvimento e velocidade de implantação de sistemas. Com isso, surgiu uma questão: o quanto podemos confiar nesses sistemas complexos que colocamos em produção?
 
Mesmo quando todos os serviços de um sistema distribuído estão funcionando corretamente, as interações entre tais serviços podem causar resultados imprevisíveis. Circunstâncias não previstas, mesmo que compostas por eventos raros do mundo real, podem afetar sistemas em produção, possivelmente os deixando em um estado caótico.
 
Precisamos identificar as fraquezas antes que elas se manifestem em comportamentos inesperados no sistema. Problemas sistemáticos podem se manifestar de diversas formas, entre elas:
  • Comportamento inadequado quando um dos serviços encontra-se indisponível;
  • Múltiplas tentativas de conexão repetidas, normalmente causadas por Timeout mal-configurados;
  • Sistema fora do ar quando um tráfego muito grande de informações é recebido;
  • Falhas em cascata quando um único ponto sofre problemas;
  • Entre outros.
 
Devemos atacar essas fraquezas proativamente antes que elas afetem os usuários em produção. Precisamos de uma maneira de gerenciar o caos inerente nesses sistemas, conseguir tirar vantagem da flexibilidade e velocidade de desenvolvimento, e ter confiança em nossos sistemas em produção por mais complexos que eles sejam.
 
Uma abordagem prática consegue atacar o caos em sistemas distribuídos em escala e construir confiança na capacidade desses sistemas em resistir a condições realistas. Podemos aprender como é o comportamento do sistema a partir de observações em um ambiente controlado. Isso é chamado Engenharia do Caos.
 
Aplicação na Prática
 
Para atacar a incerteza gerada por sistemas distribuídos em escala, a Engenharia do Caos pode ser pensada como uma forma de facilitar os experimentos para descobrir fraquezas sistêmicas. Esses experimentos seguem quatro passos:
1. Inicia-se definindo um ‘estado estável’ como uma das medidas para indicar comportamento normal;
2. Cria-se a hipótese de que esse ‘estado estável’ se manterá tanto no grupo de controle e no grupo experimental;
3. Introduz-se variáveis que refletem eventos do mundo real como serviços fora do ar, discos rígidos quebrados, problemas em conexão de rede, etc;
4. Tentar averiguar a hipótese analisando as diferenças no estado estável entre o grupo de controle e o grupo experimental.
Quanto mais difícil for quebrar o estado estável, mais confiança temos no comportamento do sistema. Se uma fraqueza é descoberta, é necessário desenvolver melhorias antes que esse comportamento se manifeste no sistema em larga escala.
 
Conclusão
 
A Engenharia do Caos é uma prática poderosa que já está mudando a forma como software é desenvolvido nas operações de maior escala no mundo. Enquanto outras práticas ajudam a ter mais velocidade e flexibilidade, a Engenharia do Caos especificamente ataca a incerteza sistêmicas em sistemas distribuídos. Os Princípios do Caos ajudam a ter confiança em inovar rapidamente em larga escala e poder fornecer aos clientes a experiência de alta qualidade que eles merecem.
 
Quanto mais escalável é a aplicação que estamos desenvolvendo, maior a responsabilidade em manter essa aplicação estável independentemente de condições externas que possam eventualmente afetá-la. No mundo real, nem todo sistema é um Spotify ou Netflix, então tais práticas podem ser executadas conforme a complexidade e disponibilidade esperada do sistema. Para se ter uma aplicação realmente considerada resiliente, a Engenharia do Caos pode ser uma excelente técnica.
 
Referências:
Principles of Chaos Engineering – https://principlesofchaos.org/
Quero ser ágil

Quero ser ágil

Como ser ágil quando sua empresa precisa de aprovações de um comitê para realizar um deploy em produção e isso só acontece uma vez por mês?

Antes vamos entender um pouco o que é ser ágil

No modelo de desenvolvimento de software tradicional tínhamos muitos problemas, principalmente no que diz respeito a ecoo do projeto, pois era necessário logo no primeiro momento fechar ˜todo˜ escopo o que implicaria no cliente tomar uma série de decisões como o que ele quer e o que ele não quer antes mesmo de ter tido qualquer experiência com aquilo que ia ser desenvolvido. 

Depois do cliente conseguir idealizar o que ele gostaria e o que ele não gostaria, etapas subsequentes vinham com outros profissionais envolvidos e uma nova etapa só começava quando a anterior terminava e todas essas etapas levavam muito tempo.

E por isso depois de muito tempo desenvolvendo o software quando o cliente recebia, em muitos casos ouvíamos que não era isso que queria ou que ele precisava. E pior ainda acontecia quando o cliente precisava por algum motivo parar o projeto no meio do caminho ele não teria nada pra receber, não teria nenhum valor   “agregado” para o seu negócio mesmo depois de ter desembolsada um valor para investimento.

Para suprir essas deficiências é que o modelo de desenvolvimento ágil foi tomando espaço onde conseguimos desenvolver aplicações que possuem um certo entendimento da necessidade do cliente mas não um entendimento total, a construção é feita em conjunto e em ciclos “pequeno”, onde o cliente a cada ciclo recebe uma funcionalidade do software ou parte dela que possa agregar valor ao seu negócio. Essa execução permite que a equipe de desenvolvimento tenha feedbacks mais rápidos do cliente sobre o que está sendo desenvolvido permitindo que a respostas a mudanças sejam realizadas sem muitos impactos ou até mesmo sem impactos.

Existem vários métodos de desenvolvimento ágil ,um deles é o Scrum. Que é considerado um conjunto de ideias de trabalho onde o conceito de time é muito mais importante que o o indivíduo em si. Os quais  podem tratar e resolver problemas complexos de forma produtiva e entregar produtos com o mais alto valor agregado. Por isso, as características principais do time ágil são: equipe pequena, multidisciplinar e autogerenciáveis. Simples de entender, mas difícil de dominar!

No Scrum, os ciclos pequenos são chamados de sprints. As sprints podem ser de uma semana a até quatro semanas. As atividades que são definidas dentro uma sprint levam em conta quais atividades tem mais importância para ao meu cliente se desenvolvida em determinado momento. Isso gera entregas contínuas e que agregam cada vez mais valor ao cliente.

É muito importante que o time além de fazer, pratique os valores que estão envolvido no desenvolvimento ágil::

  • CORAGEM para fazer as coisas certas e trabalhar em problemas difíceis
  • FOCO para se concentrar no trabalho da sprint e nos objetivos da equipe
  • SE COMPROMETER pessoalmente em alcançar as metas da equipe
  • RESPEITAR os membros da equipe para serem pessoas independentes e capazes
  • O TIME deve concordar em estar com a mente aberta aos desafios com a realização do trabalho a fim dos STAKHOLDERS confiar mais e mais no trabalho dos desenvolvedores

Depois de entender um pouco do Scrum, vamos entender o que é DevOps.

DevOps – junção das palavras “desenvolvimento” de software e “operação” de software. Como entregar um software funcionando que pode ser gerenciado, escalável, mantido e cuidado facilmente. Isso é algo que o mundo da entrega de software precisa desesperadamente.

O ato de executar, manter e operar um software não era algo que fazia parte da realidade de um desenvolvedor e a forma como desenvolvemos e operamos um software hoje mudou drasticamente desde os dias em que o modelo de desenvolvimento ágil foi criado. A entrega contínua necessita de uma implantação automatizada de entregas, principalmente no que diz respeito ao ambiente produção.

Porém em muitos casos os times ágeis voltaram-se para a área que se sentiam mais confortáveis como a criação, desenvolvimento e testes de softwares, deixando de lado a entrega, implantação efetivamente dita. O problema dessa abordagem é que, ao separar o trabalho de construção e de implantação, junto com as atividades de gerenciamento de infraestrutura, estamos basicamente fazendo com que “o problema seja de outra pessoa” no ponto de vista da equipe ágil, e mais uma vez, a “Operabilidade” desaparece.

Podemos atribuir  que uma grande parte da culpa desse descasamento entre as equipes é da própria Empresa, pois de um lado ela cobra quanto a estabilidade e gerenciamento das aplicações, e do outro lado ela cobra mais entregas com valor agregado. No entanto, a empresa não dá o suporte necessário nem para a infra, garantindo os equipamentos e máquinas necessários para a “operabilidade”, nem para o time de desenvolvimento ágil como por exemplo: disponibilizando todos os ambiente necessários  para que o time realize os todos os testes para garantir a qualidade da entrega.

Por isso, podemos entender que o DevOps é a colaboração entre o desenvolvimento e a equipe de operações é olhar a infra-estrutura como parte do desenvolvimento de software. É um movimento cultural e profissional, focado em aumentar a comunicação, a colaboração e a harmonia entre o time de desenvolvimento ágil e os times de operações de TI para fornecer entregas contínuas aos clientes, com menor custo e menor percentual de bugs, derrubando-se assim as barreiras existentes entre os times.

Entendemos então que os valores da cultura DevOps são:

  • ELIMINAR a competição entre equipes de infraestrutura e desenvolvedores
  • MELHORAR o planejamento do ambiente produtivo, resultando em projetos entregues dentro do prazo e sem estourar o orçamento estimado;
  • EFICÁCIA no monitoramento das aplicações desenvolvidas devido a integração e colaboração entre as equipes;
  • Maior ESTABILIDADE e DESEMPENHO das soluções entregues;

COMO INTEGRAR SCRUM e DEVOPS

Já pensou em que acontece com todas as informações utilizadas ao final de cada Sprint?

Sim, todas as informações geradas nos ˜post-its internos, rascunhos e outros canais manuais são descartadas e nem se sequer chegam ao conhecimento da outra equipe de TI, por exemplo a equipe de infra que lidaria com o projeto na fase de implantação.

Com a integração entre a equipe de desenvolvimento e a equipe de operações toda documentação é compartilhada e a rastreabilidade fica acessível a todo o time de TI.

Dessa forma facilitaria até na organização do Product Backlog, tornando-o mais eficiente no processo de hierarquização de ações no projeto.

Os negócios dos nossos clientes mudam o tempo todo e muito rapidamente e a área de TI deve responder a essas mudanças. Para lidar com esse cenário, é preciso muitas vezes que TI mude todo o fluxo operacional, algo que pode ser feito com DevOps e Scrum com excelência!

Com isso, acredito que podemos responder a pergunta feita no início  “Como ser ágil quando sua empresa precisa de aprovações de um comitê para realizar um deploy em produção e isso só acontece uma vez por mês?”

Através do trabalho em conjunto do Scrum e Devops a fim de prover a verdadeira transformação das empresas!

Para refletirmos!

Será que não se faz necessário ter um DevOps no time Scrum já que ele é multidisciplinar? Isso não reduziria ainda mais a distância e quebraria as barreiras das áreas?